Coronavírus

Covid-19: Receita do jogo em Macau com perdas de 79,7% em março

Aleksander Solum

As autoridades reforçaram as medidas de controlo fronteiriço após terem surgido novos casos de infeção, todos importados.

Especial Coronavírus

As receitas do jogo em Macau caíram em março 79,7%, em relação a igual período de 2019, mês em que medidas para conter o surto da Covid-19 praticamente encerraram as fronteiras da capital mundial dos casinos.

Os dados hoje divulgados pela Direção de Inspeção e Coordenação de Jogos (DICJ) indicam também uma descida de 60% nos três primeiros meses do ano, depois de em fevereiro se terem registado perdas históricas nas receitas do jogo num mês em que os casinos estiveram fechados durante 15 dias.

Se em março de 2019 as operadoras que exploram o jogo no antigo território administrado por Portugal tinham arrecadado 25,84 mil milhões de patacas (2,94 mil milhões de euros), agora a receita bruta mensal ficou-se pelos 5,25 mil milhões de patacas (598 milhões de euros).

O montante global gerado de janeiro a março de 2020 foi de 30,48 mil milhões de patacas (3,47 mil milhões de euros), menos 45,66 mil milhões de patacas (5,19 mil milhões de euros) do registado nos três primeiros meses de 2019.

Os casinos de Macau fecharam 2019 com receitas de 292,46 mil milhões de patacas (cerca de 32,43 mil milhões de euros).

Após Macau ter estado 40 dias sem identificar qualquer infeção, a partir de meados deste mês foram identificados 31 novos casos, todos importados.

Após a deteção de novos casos, as autoridades reforçaram as medidas de controlo e restrições fronteiriças, assim como a obrigatoriedade de quarentena de 14 dias imposta a praticamente todos aqueles que entrem no território.

Em fevereiro, Macau registou uma primeira vaga de 10 casos da Covid-19, já todos com alta hospitalar.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da Covid-19, já infetou mais de 850 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 42 mil. Dos casos de infeção, pelo menos mais de 170 mil são considerados curados.

Depois de surgir na China, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.