Coronavírus

Catarina Martins garante que BE "não vai aceitar austeridade"

Catarina Martins garante que BE "não vai aceitar austeridade"

Ana Geraldes

Ana Geraldes

Jornalista

Em entrevista ao Expresso, diz que "não faltará" no apoio ao Governo numa estratégia pós-pandemia

Especial Coronavírus

As baterias são apontadas ao PSD pela disponibilidade manifestada para apoiar o Governo na discussão dos próximos orçamentos. Os avisos são para o PS, para que defina a estratégia que quer seguir. Catarina Martins garante que "o Bloco de Esquerda não faltará à maioria" se o caminho for de investimento nos serviços públicos, proteção de salários e pensões e não o regresso "à velha austeridade" que acusa o PSD de querer: "o bloco central serve para isso".

Na entrevista que o Expresso publica esta sexta-feira, a coordenadora bloquista é peremtória: "o Bloco de Esquerda não aceitou a austeridade em 2011 e não vai aceitar a austeridade em 2021". Catarina Martins garante que está disponível para uma negociação e que essa negociação até tem "todas as condições para ocorrer das melhores formas", mas só depois do PS escolher se opta pelo caminho do PSD ou pelo outro, que o Bloco defende: "nós assumimos a responsabilidade e a disponibilidade para um caminho desses, mas aqui a definição que falta é do Partido Socialista".

Em relação a medidas de austeridade europeias, diz esperar pela ver se o PS vai opor-se, não deixando de assinalar a preocupação por ver no governo duas posições diferentes quanto ao papel da Europa: a do Primeiro-ministro e a do Ministro das Finanças e Presidente do Eurogrupo: "O governo é só um e haver duas posições preocupa-me", acrescentando que "o facto do ministro Mário Centeno apoiar o governo alemão não me descansa".

Sobre a declaração de Estado de Emergência, que o BE votou favoravelmente, deixa também a nota de que o Governo podia ter ido mais longe no uso de poderes para proibir despedimentos e fazer requisições na saúde, assim como reafirma que ver a restrição no direito à greve não lhe agrada.