Coronavírus

Mais 917 mortes por Covid-19 no Reino Unido nas últimas 24 horas

Henry Nicholls

Foram registados 78.991 casos positivos de infeção pelo novo coronavírus.

Especial Coronavírus

No Reino Unido morreram mais 917 pessoas infetadas nas últimas 24 horas, elevando para 9.875 o total de óbitos até agora devido a pandemia da Covid-19, comunicou hoje o Ministério da Saúde britânico.

Na atualização dos dados feita hoje, o número de pessoas diagnosticadas com o novo coronavírus aumentou para 78.991 casos positivos, mais 5.234 do que no dia anterior.

Na sexta-feira, o balanço diário tinha registado um aumento de 980 mortes e mais 5.706 novas infeções relativamente ao dia anterior.

Os números das mortes referem-se a pacientes diagnosticados com covid-19 que morreram no hospital até às 17:00 horas da véspera e são compilados a partir de dados das direções regionais de Inglaterra, Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte. O número de pessoas contagiadas é contabilizado de forma diferente e inclui os diagnósticos feitos até às 9:00 horas de hoje.

Estas estatísticas não incluem mortes fora do hospital, como aquelas registadas em lares de idosos, e algumas podem não ser incluídas no balanço diário devido a atrasos no registo dos óbitos, refere o ministério da Saúde.

Ministro da Saúde assumiu que ainda é "muito cedo" para levantar restrições

Numa entrevista hoje à BBC, o ministro da Saúde, Matt Hancock, disse ser ainda "muito cedo" para levantar as restrições e medidas de distanciamento social, apesar dos sinais de que a curva epidemiológica está a crescer menos.

"Estamos a começar a ver a curva a achatar. Estamos a começar a ver o número de novas hospitalizações com coronavírus a achatar. Mas é muito cedo para levantar as medidas e as pessoas precisam de ficar em casa", vincou.

Para tentar travar o contágio, o Reino Unido encontra-se em regime de confinamento desde 23 de março, estando em vigor restrições ao funcionamento de bares, cafés e restaurantes, autorizados apenas a vender para fora, enquanto que outros estabelecimentos, como lojas de roupa, cinemas, teatros e ginásios, estão encerrados.

As pessoas só estão autorizadas a sair para comprar bens essenciais, como comida ou medicamentos, para fazer exercício uma vez por dia, para ajudar pessoas vulneráveis ou para trabalhar quando não o possam fazer de casa.

Entretanto, numa atualização sobre o estado de saúde do primeiro-ministro, Boris Johnson, uma porta-voz disse que este continua a fazer "bom progresso" na recuperação da doença, devido à qual foi hospitalizado no domingo passado.

Johnson saiu na quinta-feira dos cuidados intensivos, onde passou três noites, devido à persistência dos sintomas da doença, com a qual foi diagnosticado a 26 de março.

O primeiro-ministro britânico foi inicialmente hospitalizado a 5 de abril "por precaução" para fazer testes por continuar com "sintomas persistentes ao fim de 10 dias" e passou para os cuidados intensivos no dia seguinte.

A Covid-19, causada pelo novo coronavírus SARS-CoV-2, é uma infeção respiratória aguda que pode desencadear uma pneumonia. A pandemia da covid-19, já provocou mais de 103 mil mortos e infetou mais de 1,7 milhões de pessoas em 193 países e territórios. Dos casos de infeção, mais de 341 mil são considerados curados.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

O continente europeu, com mais de 870 mil infetados e 71.335 mortos, é o que regista o maior número de casos, e a Itália é o país do mundo com mais vítimas mortais, contabilizando 18.849 óbitos, entre 147.577 casos confirmados.

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