Coronavírus

OMS pediu a Pequim para participar na investigação sobre a origem do novo coronavírus

ALEX PLAVEVSKI

Há várias investigações em curso na China para determinar a origem do vírus.

Especial Coronavírus

A Organização Mundial da Saúde, acusada pelos Estados Unidos de não se ter apercebido imediatamente da gravidade do novo coronavírus, pediu hoje a Pequim para a convidar a participar na investigação sobre a origem animal do novo coronavírus.

“A OMS (Organização Mundial da Saúde) gostaria de trabalhar com parceiros internacionais e, a convite do Governo chinês, participar na investigação sobre a origem animal”, indicou um porta-voz da organização, Tarik Jasarevic, à agência France-Presse.

A agência da ONU especializada em saúde, que até agora tem elogiado Pequim pelo modo como geriu a crise do coronavírus, disse crer que “um certo número de estudos visando compreender a origem da epidemia na China estão em curso ou previstos”.

Mas “a OMS não participa nestes estudos na China”, sublinhou o porta-voz.

No final de janeiro, uma delegação da OMS conduzida pelo seu diretor-geral, Tedros Adhanom Ghebreyesus, deslocou-se a Pequim para um encontro com o presidente Xi Jinping e combinar a visita à China de uma equipa internacional de cientistas, incluindo da OMS.

Alguns dias antes, em 20 e 21 de janeiro, especialistas do gabinete da OMS na China tinham conseguido realizar uma breve visita de terreno na cidade de Wuhan, na qual o vírus apareceu.

Detetado na China em dezembro, o novo coronavírus já infetou mais de 3,2 milhões de pessoas em todo o mundo e causou pelo menos 230.000 mortos apesar do confinamento de mais de metade da humanidade que deitou abaixo a economia do planeta, segundo uma compilação de balanços oficiais elaborada pela AFP.

Embora um grande número de países e de dirigentes tenha expressado apoio à OMS, alguns criticaram a organização ou levantaram dúvidas sobre a sua atuação.

Os Estados Unidos, que suspenderam o financiamento à agência, acusam-na de ter demorado a dar o alarme para não melindrar Pequim.

Segundo a OMS, as investigações em curso na China são relativas a casos de pessoas doentes, “em Wuhan e nos arredores, cujos sintomas se começaram a manifestar no final de 2019, a amostras recolhidas nas proximidades de mercados e quintas das regiões onde os primeiros casos humanos foram identificados e (…) em espécies selvagens e de criação vendidos nesses mercados”.

Os resultados destes estudos são “essenciais para prevenir novas introduções zoonóticas do vírus que causa a covid-19 nos humanos”, explicou o porta-voz da OMS.

A organização indica que continua a colaborar com especialistas em saúde animal e humana, com países e outros parceiros para “identificar as falhas e as prioridades em matéria de investigação para a luta contra a covid-19, incluindo a eventual identificação da origem do vírus na China”.

Portugal ultrapassa as mil vítimas mortais por Covid-19

A Direção-Geral da Saúde (DGS) anunciou esta sexta-feira a existência de 1.007 mortes e 25.350 casos de Covid-19 em Portugal.

O número de óbitos subiu, de ontem para hoje, de 989 para 1.007, mais 18 - uma subida de 1,8% -, enquanto o número de infetados aumentou de 25.045 para 25.351, mais 306, o que representa um aumento de 1,2%.

O número de casos recuperados subiu de 1.519 para 1.647, mais 128 do que ontem.

Há 892 doentes internados, menos 76 do que ontem, 154 encontram-se em Unidades de Cuidados Intensivos, são menos 18.

Portugal vai terminar no sábado, 02 de maio, o terceiro período de 15 dias de estado de emergência, iniciado em 19 de março, e passa a estado de calamidade pública.

Mortes ultrapassam 233 mil entre mais de 3,2 milhões de infetados no mundo

A pandemia do novo coronavírus já matou 233.176 pessoas e infetou 3.264.200 em 195 países e territórios, segundo um balanço da agência AFP às 11h00 de sexta-feira..

Os Estados Unidos, que registaram a sua primeira morte ligada ao coronavírus no início de fevereiro, são o país mais atingido quer em número de mortos, quer de casos, com 63.019 mortos em 1.070.032. Pelo menos 153.947 pessoas foram declaradas curadas.

Após os Estados Unidos, os países mais afetados são a Itália com 27.967 mortos em 205.462 casos, o Reino Unido com 26.711 mortos (171.253 casos), a Espanha com 24.824 mortos (215.216 casos) e a França com 24.376 mortos (167.178 casos).

A China (sem os territórios de Hong Kong e Macau), onde a epidemia se iniciou no final de dezembro, conta oficialmente com 82.874 casos (12 novos nas últimas 24 horas), incluindo 4.633 mortos (0 novas) e 77.642 curados.

A Europa totalizava hoje às 11:000 TMG (mais uma hora em Lisboa) 138.457 mortos em 1.481.706 casos, os Estados Unidos e o Canadá 66.262 mortos (1.123.047), a América Latina e as Caraíbas 11.350 mortos (215.882 casos), a Ásia 8.596 mortos (223.393 casos), o Médio Oriente 6.768 mortos (173.300 casos), a África 1.625 mortos (38.790 casos) e a Oceânia 118 mortos (8.085 casos).