Coronavírus

Cascais vai distribuir máscaras aos utentes dos transportes públicos

KAI PFAFFENBACH

Lançamento oficial do programa "Máscaras Gratuitas em Transportes Públicos" acontece na quinta-feira.

Especial Coronavírus

A Câmara de Cascais vai distribuir máscaras gratuitas aos utentes dos transportes públicos em todas as estações e principais interfaces rodoviários do concelho, enquanto o seu uso for obrigatório, anunciou esta quarta-feira a autarquia.

Em comunicado enviado às redações, a autarquia do distrito de Lisboa explica que o arranque deste programa "surge depois de um período experimental que acompanhou a entrada em vigor da obrigatoriedade de uso de máscaras em transportes públicos".

A distribuição de máscaras será assegurada por um "vasto corpo de voluntários", refere a câmara, acrescentando que a medida é possível uma vez que a autarquia "antecipou a encomenda de grandes volumes de EPI [equipamentos de proteção individual] , ao mesmo tempo que adquiriu máquinas de produção de máscaras "que garantirão uma produção de cinco milhões (...) por mês, assegurando a autossuficiência do concelho nesta matéria".

O lançamento oficial do programa "Máscaras Gratuitas em Transportes Públicos" acontece na quinta-feira, às 09:30, na estação de comboios de Carcavelos, com a presença do presidente do município, Carlos Carreiras (PSD).

Desde segunda-feira, os transportes públicos começaram a ter de circular com lotação máxima de dois terços da sua capacidade e os utentes têm de usar obrigatoriamente máscaras ou viseiras, devido à pandemia da covid-19, prevendo-se coimas entre 120 e 350 euros.

Portugal contabiliza 1.089 mortos associados à covid-19 em 26.182 casos confirmados de infeção, segundo o último boletim diário da Direção-Geral da Saúde (DGS) sobre a pandemia divulgado hoje.

Relativamente ao dia anterior, há mais 15 mortos (+1,4%) e mais 480 casos de infeção (+1,9%).Das pessoas infetadas, 838 estão hospitalizadas, das quais 136 em unidades de cuidados intensivos, e o número de casos recuperados passou de 1.743 para 2.076.

O país entrou domingo em situação de calamidade, depois de três períodos consecutivos em estado de emergência desde 19 de março.

Esta nova fase de combate à covid-19 prevê o confinamento obrigatório para pessoas doentes e em vigilância ativa, o dever geral de recolhimento domiciliário e o uso obrigatório de máscaras ou viseiras em transportes públicos, serviços de atendimento ao público, escolas e estabelecimentos comerciais.