Cultura

Biblioteca Nacional reabre ao público no dia 7 e Torre do Tombo no dia 12

Atendimento presencial estava suspenso em ambas as instituições.

A Biblioteca Nacional de Portugal reabre ao público na quinta-feira e o Arquivo Nacional da Torre do Tombo, também em Lisboa, reinicia o atendimento presencial no dia 12, ambos com novas regras de proteção contra a propagação da covid-19.

De acordo com o plano de desconfinamento estabelecido pelo Governo para o fim do estado de emergência, declarado no passado sábado, as bibliotecas e os arquivos poderiam abrir ao público a partir de dia 05 de maio, mas as duas instituições tiveram as suas equipas reunidas para definir regras e data de reabertura ao público.

A Biblioteca Nacional (BNP) será a primeira a abrir os seus serviços de atendimento presencial ao público, no dia 07 de maio, com medidas de proteção reforçadas, desde logo o uso obrigatório de máscara e desinfeção das mãos – como está, aliás, definido para todos os serviços de atendimento ao público – à entrada do edifício, segundo informação disponível na página da biblioteca.

O uso de luvas descartáveis não é obrigatório mas é recomendado para o manuseamento de livros, sendo as luvas fornecidas gratuitamente aos leitores em todas as salas.

Será também cumprida a limitação do número de pessoas em cada espaço e assegurada a desinfeção regular de pontos de contacto como portas, puxadores ou botões de elevador.

A BNP alerta que o uso das mesas de trabalho livre continuará temporariamente suspenso, por não servir atividades que só possam ser realizadas na biblioteca, o mesmo se passando com as salas de reuniões e eventos.

O serviço de bar/cafetaria vai continuar encerrado, pelo menos até dia 18 de maio, adianta a BNP.

Quanto ao Arquivo Nacional da Torre do Tombo (ANTT), tem uma situação um pouco diferente da BNP, porque, ao contrário da biblioteca, que “vive sobretudo da leitura presencial”, manteve sempre os serviços a funcionar, tendo suspendido apenas a leitura presencial, que será retomada na próxima segunda-feira, dia 12 de maio, disse à Lusa o diretor, Silvestre Lacerda.

“Nós continuámos sempre a prestar serviços aos utilizadores, como os pedidos de reprodução e digitalização de documentos, como certidões. Temos as portas abertas, com equipas mais reduzidas mas a trabalhar, temos cá equipas de restauro”, explicou o diretor do arquivo.

Também os arquivos distritais se mantiveram em funcionamento, tendo suspendido apenas os serviços de leitura presencial, que reabrem igualmente na segunda-feira.

Um dos motivos que justificaram esta espera foi o processo de aquisição de equipamentos de proteção individual, como as máscaras ou viseiras e álcool gel, que “foram hoje enviadas para os arquivos”.

Para o ANTT, foram pedidas mais de 350 máscaras - número correspondente ao de trabalhadores – para o caso de pontualmente alguém se esquecer e precisar de uma extra, adiantou.

As restantes medidas previstas, além da obrigatoriedade do uso de máscara e de desinfeção das mãos, são as medidas sanitárias determinadas para os serviços em geral, como o cumprimento da etiqueta respiratória, respeito pela distância de segurança e evitar a aglomeração de pessoas.

Exemplo disso são as visitas de estudo, que anteriormente eram realizadas para grupos de entre 15 a 20 alunos e que agora terão de ser mais limitadas.

Haverá também circuitos diferentes para os espaços de serviços pontuais, como os pedidos de certidão, e os de leitura continuada, na sala de leitura presencial, usada sobretudo por investigadores.

Para a leitura continuada, os interessados terão de fazer o pedido antecipadamente, enquanto para os serviços pontuais, haverá um técnico à entrada a fazer a triagem do público e a explicar quais os pedidos que podem ser feitos com meio eletrónico ou com acompanhamento na sala de referência, acrescentou o diretor.

Mais 15 mortes e 480 infetados com Covid-19 em Portugal

A Direção-Geral da Saúde (DGS) anunciou esta quarta-feira a existência de 1.089 mortes e 26.182 casos de Covid-19 em Portugal.

O número de óbitos subiu, de ontem para hoje, de 1.074 para 1.089, mais 15 - uma subida de 1,4% -, enquanto o número de infetados aumentou de 25.702 para 26.182, mais 480, o que representa um aumento de 1,9%.

O número de casos recuperados subiu de 1.743 para 2.076, mais 333 do que no dia anterior.

Há 838 doentes internados, 136 encontram-se em Unidades de Cuidados Intensivos.

Portugal entrou domingo em situação de calamidade, depois de três períodos consecutivos em estado de emergência desde 19 de março.

Esta nova fase de combate à covid-19 prevê o confinamento obrigatório para pessoas doentes e em vigilância ativa, o dever geral de recolhimento domiciliário e o uso obrigatório de máscaras em transportes públicos, serviços de atendimento ao público, escolas e estabelecimentos comerciais.

Mais de 257 mil mortos e mais de 3,6 milhões de infetados em todo mundo

A pandemia de covid-19 já matou 257.687 pessoas e infetou mais de 3.675.860 em 195 países.desde que surgiu em dezembro na cidade chinesa de Wuhan, segundo um balanço da AFP às 11:00.

Pelo menos 1.138.800 pessoas foram consideradas curadas pelas autoridades de saúde.

Os Estados Unidos, que registaram o primeiro morto ligado ao novo coronavírus no final de fevereiro, lideram em número de óbitos e casos, com 71.078 e 1.204.475, respetivamente.

Pelo menos 189.791 pessoas foram declaradas curadas pelas autoridades de saúde dos Estados Unidos.

Depois dos Estados Unidos, o país mais afetado é agora o Reino Unido, com 29.427 mortos e 194.990 casos, seguido por Itália com 29.315 mortos (213.013 casos), Espanha com 25.857 mortos (220.325 casos) e França com 25.531 mortos (170.551 casos).

A China (sem os territórios de Hong Kong e Macau), onde a epidemia começou no final de dezembro, contabilizou 82.883 casos (dois novos entre terça-feira e hoje), incluindo 4.633 mortos (nenhuma nova) e 77.911 curados.

Até às 11:00 de hoje, a Europa totalizou 148.068 mortos para 1.609.203 casos, Estados Unidos e Canadá 75.199 mortos (1.266.435 casos), América Latina e Caraíbas 15.413 mortos (286.837 casos), Ásia 9.754 mortos (259.469 casos), Médio Oriente 7.220 mortos (196.826 casos), África 1.909 mortes (48.897 casos) e Oceânia 124 mortos (8.202 casos).