Coronavírus

Governo trabalha em três cenários distintos para a presidência portuguesa da UE em 2021

Lisi Niesner

Em função do grau de controlo da pandemia de covid-19.

Especial Coronavírus

A secretária de Estado dos Assuntos Europeus afirmou hoje que o Governo está a trabalhar em três cenários distintos na preparação da presidência portuguesa da União Europeia em função do grau de controlo da pandemia de covid-19.

Ana Paula Zacarias referiu este dado sobre o processo de preparação da presidência portuguesa da União Europeia, que se inicia em janeiro de 2021, em conferência de imprensa, em São Bento, no final da cimeira de líderes da União Europeia com os seis países dos Balcãs Ocidentais (Albânia, Bósnia-Herzegovina, Macedónia do Norte, Montenegro, Sérvia e Kosovo), que decorreu por videoconferência.

Em relação à preparação da presidência portuguesa da União Europeia, em ambiente de covid-19, a secretária de Estado dos Assuntos Europeus procurou assegurar que, da parte do Governo nacional, "haverá a flexibilidade" que a atual presidência croata do Conselho "demonstrou agora" e que, no próximo semestre, a Alemanha "também seguramente demonstrará".

"Temos de nos adaptar às circunstâncias. Estamos a trabalhar neste momento com três cenários, um dos quais em que as condições são favoráveis, sendo possível viajar, embora mantendo ainda provavelmente distanciamento social e todas as questões de segurança. Teremos também de trabalhar num segundo cenário em que haverá mais videoconferências e não será possível realizar [presencialmente] todas as reuniões programadas", apontou.

Além do número de reuniões, nessa situação, o Governo português terá também de ter em atenção o número de participantes em cada reunião, assim como as salas, quer em Portugal, quer em Bruxelas.

Ana Paula Zacarias mencionou depois o terceiro cenário com que poderá confrontar-se a presidência portuguesa da União Europeia no primeiro semestre de 2021.

"Num cenário de pandemia muito idêntica à atual, teremos de possuir a flexibilidade de ter à nossa disposição todos os meios técnicos que permitam fazer tudo por videoconferência", acrescentou.

Mais 15 mortes e 480 infetados com Covid-19 em Portugal

A Direção-Geral da Saúde (DGS) anunciou esta quarta-feira a existência de 1.089 mortes e 26.182 casos de Covid-19 em Portugal.

O número de óbitos subiu, de ontem para hoje, de 1.074 para 1.089, mais 15 - uma subida de 1,4% -, enquanto o número de infetados aumentou de 25.702 para 26.182, mais 480, o que representa um aumento de 1,9%.

O número de casos recuperados subiu de 1.743 para 2.076, mais 333 do que no dia anterior.

Há 838 doentes internados, 136 encontram-se em Unidades de Cuidados Intensivos.

Mais de 257 mil mortos e mais de 3,6 milhões de infetados em todo mundo

A pandemia de covid-19 já matou 257.687 pessoas e infetou mais de 3.675.860 em 195 países.desde que surgiu em dezembro na cidade chinesa de Wuhan, segundo um balanço da AFP às 11:00.

Pelo menos 1.138.800 pessoas foram consideradas curadas pelas autoridades de saúde.

Os Estados Unidos, que registaram o primeiro morto ligado ao novo coronavírus no final de fevereiro, lideram em número de óbitos e casos, com 71.078 e 1.204.475, respetivamente.

Pelo menos 189.791 pessoas foram declaradas curadas pelas autoridades de saúde dos Estados Unidos.

Depois dos Estados Unidos, o país mais afetado é agora o Reino Unido, com 29.427 mortos e 194.990 casos, seguido por Itália com 29.315 mortos (213.013 casos), Espanha com 25.857 mortos (220.325 casos) e França com 25.531 mortos (170.551 casos).

A China (sem os territórios de Hong Kong e Macau), onde a epidemia começou no final de dezembro, contabilizou 82.883 casos (dois novos entre terça-feira e hoje), incluindo 4.633 mortos (nenhuma nova) e 77.911 curados.

Até às 11:00 de hoje, a Europa totalizou 148.068 mortos para 1.609.203 casos, Estados Unidos e Canadá 75.199 mortos (1.266.435 casos), América Latina e Caraíbas 15.413 mortos (286.837 casos), Ásia 9.754 mortos (259.469 casos), Médio Oriente 7.220 mortos (196.826 casos), África 1.909 mortes (48.897 casos) e Oceânia 124 mortos (8.202 casos).