Coronavírus

Máscara no Parlamento: exceção na vez de falar em plenário

Ana Geraldes

Ana Geraldes

Jornalista

Carlos Rosa

Carlos Rosa

Repórter de Imagem

Conferência de líderes decide regra para quando os deputados ou governantes tiverem que usar da palavra.

Especial Coronavírus

Logo no primeiro dia da entrada em vigor do uso obrigatório de máscara no Parlamento, surgiu a questão nas audições dos ministros e deputados, que a tiraram para falar.

Para que não restassem dúvidas, a regra foi decidida em conferência de líderes esta quarta-feira. Há uma exceção ao uso obrigatório de máscara no Parlamento, apenas e só para "usar da palavra". "No plenário e em comissões", adiantou Maria da Luz Rosinha, porta-voz da conferência de líderes. "Para o restante funcionamento, é obrigatório".

Depois da reunião desta quarta-feira, antes do primeiro plenário com esta medida em vigor e na véspera do primeiro debate quinzenal com o primeiro-ministro, depois do despacho assinado por Ferro Rodrigues ter imposto a medida na Assembleia da República, a aplicar a todos os deputados, membros do Governo, funcionários ou qualquer cidadão que entre no edifício, ficou a saber-se que por enquanto o Parlamento vai continuar a funcionar com um número restrito de deputados, como até aqui e só na próxima semana, os partidos vão apresentar propostas para retomar um funcionamento com mais atividade e mais presenças, "quase normal" como disse Rosinha, deputada socialista.

Na próxima semana, vai haver um plenário no dia 13 para declarações políticas e, no dia seguinte, irá a debate o Programa de Estabilidade e o Programa Nacional de Reformas que o Governo tem que entregar em Bruxelas.

Foi comunicado à Comissão Europeia que a entrega que devia ocorrer no mês de abril estava atrasada, mas o Governo fez saber que contava que tal acontecesse durante o mês de maio, depois de debate no Parlamento.