Coronavírus

Primeiros dias de situação de calamidade com oito detidos e 42 multas

Foram ainda encerrados 170 estabelecimentos e identificadas 830 situações de incumprimento da utilização de máscaras em espaço comerciais de atendimento ou serviços públicos.

Especial Coronavírus

Mais de 170 estabelecimentos comerciais foram encerrados, oito pessoas foram detidas e 42 multadas por não usarem máscara nos transportes públicos nos primeiros dias de situação de calamidade devido à covid-19, foi hoje anunciado.

Na conferência de imprensa realizada após a primeira reunião da estrutura de monitorização da situação de calamidade, o ministro da Administração Interna destacou que a intervenção das forças de segurança se tem pautado “quase exclusivamente pelo apelo, sensibilização e recomendação das melhores práticas”.

Segundo Eduardo Cabrita, nos primeiros dias de situação de calamidade, foram encerrados 177 estabelecimento que violaram as regras sobre a proibição de abertura, nomeadamente por terem mais de 200 metros quadrados, e foram suspensos 30 outros estabelecimentos porque não cumpriam os requisitos sobre as vendas ao domicílio.

O ministro referiu que as forças de segurança aplicaram 42 coimas relacionadas com o incumprimento do uso de máscara ou viseiras nos transportes públicos e identificaram 830 situações de incumprimento da utilização de máscaras em espaço comerciais de atendimento ou serviços públicos.

O governante acrescentou que foram detidas oito pessoas, quatro das quais por violação do confinamento obrigatório e outras quatro por resistência à aplicação das regras que foram estabelecidas.

Eduardo Cabrita destacou que o “uso de máscara nos transportes públicos foi acolhido de forma significativa” pela população.

Nas declarações aos jornalistas, o ministro realçou “o papel muito relevante” dos secretários de Estado que fazem a articulação entre o Governo e as estruturas locais, permitindo a realização de testes de diagnostico à covid-19 aos trabalhadores dos lares de idosos.

Eduardo Cabrita revelou que os testes aos trabalhadores dos lares e de outras estruturas de apoio residencial estão concluídos no Norte e Algarve e, na próxima semana, vão estar finalizados nas regiões do Centro e Lisboa e Vale do Tejo.

“Trata-se de um processo que envolveu dezenas de milhares de testes e está na sua fase final”, disse, sublinhando que também já se iniciou a realização de teste aos trabalhadores das creches.

O ministro disse ainda que até à próxima semana vão ser realizados testes de diagnóstico à covid-19 aos profissionais das creches com o objetivo de preparar o regresso à atividade, a 18 de maio.

Coordenada pelo ministro da Administração Interna, a estrutura de monitorização da situação de calamidade integra representantes das forças e serviços de segurança e da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, bem como os Secretários de Estado das áreas governativas da Economia, dos Negócios Estrangeiros, da Presidência do Conselho de Ministros, da Defesa Nacional, da Justiça, da Administração Pública, da Educação, da Segurança Social, da Saúde, do Ambiente, das Infraestruturas e Habitação e da Agricultura.

Portugal está desde domingo em situação de calamidade devido à pandemia de covid-19, depois de 45 dias em estado de emergência, que vigorou entre 19 de março e 02 de maio.

Portugal regista nove mortes e 553 novas infeções em 24 horas

Portugal regista esta quinta-feira 1.114 mortes relacionadas com a covid-19, mais nove do que na quinta-feira ( 1.105) e 27.268 infetados (mais 553), segundo o boletim epidemiológico divulgado hoje pela Direção Geral da Saúde.

Relativamente ao número de casos confirmados de infeção pelo novo coronavírus (27268), os dados da Direção Geral da Saúde (DGS) revelam que há mais 533 casos do que na quinta-feira (26.715).

O número de casos recuperados subiu de 2.258 para 2.422, mais 164 do que ontem.

Há 842 doentes internados, 127 encontram-se em Unidades de Cuidados Intensivos.

Portugal está desde domingo em situação de calamidade devido à pandemia de covid-19, depois de 45 dias em estado de emergência, que vigorou entre 19 de março e 02 de maio.

Quase 270 mil mortos e mais de 3,8 milhões de infetados em todo mundo

A pandemia do novo coronavírus já matou pelo menos 269.514 pessoas e infetou mais de 3.856.400 em 195 países e territórios desde o início da epidemia, em dezembro de 2019 na cidade chinesa de Wuhan, segundo um balanço da agência AFP, às 11:00 hoje, baseado em dados oficiais.

Os Estados Unidos, que registaram a primeira morte ligada à covid-19 no início de fevereiro, são o país mais afetado em termos de número de mortes e casos, com 75.670 óbitos em 1.256.972 casos. Pelo menos 195.036 pessoas foram declaradas curadas.

Depois dos Estados Unidos, os países mais afetados são o Reino Unido, com 30.615 mortes em 206.715 casos, Itália com 29.958 mortes (215.858 casos), Espanha com 26.299 mortes (222.857 casos) e França com 25.987 mortos (174.791 casos).

A China (excluindo os territórios de Hong Kong e Macau), onde a epidemia começou no final de dezembro, contabilizou 82.886 casos (um novo entre quinta-feira e hoje), incluindo 4.633 mortes (nenhuma nova) e 77.993 curados.

A Europa totalizou 152.233 mortes em 1.670.289 casos, Estados Unidos e Canadá 80.154 mortes (1.321.788 casos), América Latina e Caraíbas 17.484 mortes (322.297 casos), Ásia 10.044 mortes (271.813 casos), Médio Oriente 7.396 mortes (207.893 casos), África 2.078 mortes (54.077 casos) e Oceânia 125 mortes (8.245 casos).