A segunda fase de desconfinamento em Portugal começa esta segunda-feira, com a reabertura de restaurantes, lojas até 400 metros quadrados, creches e escolas.
Os alunos do 11.º e 12.º anos voltam às aulas presenciais para disciplinas com exames. E as visitas aos lares de idosos são retomas, com marcação e apenas um visitante por semana.
Na cultura reabrem museus, monumentos e palácios.
É obrigatório o uso de máscara em espaços fechados e o distanciamento entre pessoas.
As medidas:
COMÉRCIO
Lojas com porta aberta para a rua até 400m2 ou partes de lojas até 400 m2 (ou maiores por decisão da autarquia).
RESTAURAÇÃO
Restaurantes, cafés e pastelarias, com lotação a 50%;
Esplanadas;
Normas acordadas entre Direção-Geral da Saúde (DGS) e Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP).
ESCOLAS (AULAS PRESENCIAIS)
11.º/12.º anos ou 2.º e 3.º anos de outras ofertas formativas (10h - 17h);
Material distribuído:
- 4,2 milhões de máscaras
- 17.000 litros de desinfetante
- 620.000 de luvas
- 966.000 aventais
- 22.500 viseiras
CRECHES
Abertura com opção de manter o apoio à família caso os pais decidam continuar em casa;
23.085 testes realizados - 80% dos funcionários já testados.
CULTURA
Abertura de museus, monumentos e palácios;
Normas e instruções definidas pela DGS.
LARES
Um visitante por utente, uma vez por semana (máximo 90 minutos) com marcação prévia;
Distanciamento físico, máscara e regras de higienização.
Pediatra esclarece dúvidas sobre o regresso às creches
A pediatra Maria João Brito defende que as crianças pequenas devem continuar a brincar juntas.

António Costa garante que está tudo preparado para a abertura das escolas
Primeiro-ministro avisa que esta fase é um teste para o futuro.

Restaurantes e cafés voltam a ter serviço de mesa e balcão
Para além das normas de higiene e de distanciamento impostas para clientes e funcionários, nesta fase a lotação estará limitada a 50%.

O teletrabalho e as novas regras para as empresas a partir de segunda-feira
As empresas, a partir desta segunda-feira, têm de adotar escalas de rotatividade e turnos diferenciados para os trabalhadores sempre que não seja possível o teletrabalho.
O regime de teletrabalho é obrigatório até ao fim deste mês, data em que termina a situação de calamidade.
O Plano de Desconfinamento aprovado pelo Governo a 30 de abril, que contemplava a primeira fase da retoma da atividade após o fim do estado de emergência, indicava que o teletrabalho continuaria a vigorar "sempre que as funções o permitam" entre 4 de maio e até 1 de junho. Mas o Governo diz que deve ser mantido sempre que possível.
A ideia é evitar que os trabalhadores se concentrem em simultâneo no mesmo espaço e mitigar os riscos de propagação da Covid-19.

