Coronavírus

Orientações para reabertura do pré-escolar semelhantes às das creches

Benoit Tessier

Estabelecimentos de educação pré-escolar reabrem a 1 de junho com novas regras

Especial Coronavírus

No regresso do pré-escolar, as crianças devem aprender e conversar sobre a nova realidade, em contexto de pandemia, aconselham as orientações da tutela hoje divulgadas, que preveem normas de segurança semelhantes às aplicadas nas creches.

Os estabelecimentos de educação pré-escolar reabrem a 1 de junho com novas regras, à semelhança das creches e escolas secundárias, que voltaram a abrir portas na segunda-feira, depois de terem sido encerradas em 16 de março devido à pandemia de Covid-19.

As orientações para o regresso das crianças ao pré-escolar, divulgadas hoje pelos ministérios da Educação e do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, preveem normas de segurança semelhantes àquelas que foram aplicadas às creches, mas também orientações para explicar a nova realidade aos mais novos.

"É importante prestar atenção às suas dúvidas e angústias, tranquilizando-as e ajudando as a compreender a importância do cumprimento destas novas regras, para a segurança e bem-estar de todos", lê-se no documento.

Neste sentido, a tutela sublinha a importância de conversar com as crianças e sugere que os docentes desenvolvam atividades e projetos sobre o contexto atual, privilegiando atividades que decorram no exterior, em regime de rotativo dos grupos, e maximizando o distanciamento social.Sobre este ponto, refere o documento, o distanciamento deverá ser maximizado sem comprometer o normal funcionamento das atividades pedagógicas.

"Não podemos perder de vista a importância das aprendizagens e do desenvolvimento das crianças, bem como a garantia do seu bem-estar e direito de brincar. É também essencial considerar que as interações e as relações que as crianças estabelecem com os adultos e com as outras crianças são a base para a sua aprendizagem e desenvolvimento", lê-se no documento.

Antes da reabertura, todas as instituições devem atualizar os seus planos de contingência, incluindo os procedimentos a adotar perante um caso suspeito de covid-19 e a definição de uma área de isolamento.

Para evitar o cruzamento entre pessoas, a orientação estabelece a definição de circuitos de entrada e saída, e de acesso às salas, e a criação de espaços "sujos" e "limpos", encerrando, por outro lado, todos os espaços que não sejam necessários ao bom funcionamento das atividades.

À semelhança daquilo que se passa atualmente nas creches, as crianças devem ser entregues à porta do estabelecimento, evitando a circulação de pessoas externas no interior do recinto, e o calçado da rua não deve entrar.

As instituições devem também pedir aos encarregados de educação que não deixem as crianças levar brinquedos ou outros objetos não necessários de casa para a creche e garantir a lavagem regular dos brinquedos.

Nas salas, devem ficar apenas os acessórios essenciais à prática das atividades pedagógicas, reforçando a sua limpeza e desinfeção, e os momentos de permanência no recreio devem ser desfasados, com a higienização dos equipamentos após a utilização de cada grupo.

No período de refeições, a deslocação para a sala deve ser faseada para diminuir o cruzamento de crianças e os lugares devem estar marcados.

Entre outras medidas, a orientação estabelece que todos os funcionários devem usar máscara cirúrgica de forma adequada, mas as crianças não, e que deve ser feita a higienização do espaço conforme as recomendações da DGS.

Está prevista ainda a possibilidade de as instituições substituírem os docentes que pertençam, atestadamente, a um grupo de risco, conforme foi também sugerido às escolas secundárias.

Nestes casos, os estabelecimentos de ensino podem substituir o docente por outro educador de infância que não tenha grupo atribuído, recorrer aos mecanismos legais de substituição de docentes ou adotar outras estratégias que entendam adequadas.