Coronavírus

Portugal está a estudar as sequelas em doentes com Covid-19 recuperados

Rafael Marchante

DGS diz que ainda é cedo para conclusões.

Especial Coronavírus

A diretora-geral da Saúde disse que estão a ser feitos estudos em Portugal sobre sequelas em doentes com Covid-19 recuperados, mas considerou que ainda é cedo para tirar conclusões.

"Há alguns estudos dispersos pelo mundo. Também estamos a fazer estudos em alguns hospitais, mas com a cautela que temos tido porque ainda é cedo para tirar conclusões, uma vez que os nossos primeiros casos foram a 2 de março e estamos a 12 de junho. Passou pouco tempo para sabermos se isto são sequelas definitivas que vão deixar algum grau de incapacidade ou não", disse Graça Freitas.

A diretora-geral da Saúde, que falava na conferência de imprensa diária de balanço sobre a pandemia de Covid-19 em Portugal, disse que as autoridades portuguesas estão atentas à questão das sequelas e a acompanhar a evolução em outros países, nomeadamente europeus.

"Felizmente a maior parte das pessoas tem uma situação de doença muito ligeira. Essas pessoas recuperam e recuperam até relativamente depressa e voltam à sua vida normal em muito pouco tempo. Depois há as pessoas que ficam internadas, as que ficam internadas em cuidados intensivos e ainda aquelas que são ventiladas e é mais difícil a recuperação", analisou.

Graça Freitas apontou que "a convalescença com ou sem sequelas é mais demorada" em pessoas que foram internadas em cuidados intensivos e ventiladas, sendo que esses doentes "podem passar processos que levam até semanas para voltar à sua condição física anterior".

"A questão das sequelas tem de ser muito bem monitorizada para ver se persistem para além do período de convalescença. O que os hospitais fazem sobretudo aos que estiveram em unidades de cuidados intensivos e foram ventiladas é um acompanhamento dos parâmetros que permitem verificar se existem ou não essas sequelas, nomeadamente a nível pulmonar", concluiu.

Região de Lisboa com 91% dos novos casos de Covid-19

Pela primeira vez desde o início da pandemia, Portugal registou apenas uma morte por Covid-19 em 24 horas. No último balanço, as autoridades de saúde deram ainda conta de 270 novos casos.

A situação de contágio continua a ser pior na região de Lisboa, que concentra 91% dos novos casos.

Na conferência de imprensa desta sexta-feira, foram também esclarecidas regras para casamentos, batizados, peregrinações a Fátima e a reabertura dos ATL.

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