Coronavírus

Covid-19: Rio de Janeiro reabre bares e restaurantes enquanto casos aumentam no Brasil

Pilar Olivares

Ginásios, salões de beleza e estúdios de tatuagens também autorizados a reabrir.

Especial Coronavírus

Bares, restaurantes e cafés da cidade brasileira do Rio de Janeiro reabriram esta quinta-feira após três meses fechados devido à pandemia de covid-19, embora os casos de infeção pelo novo coronavírus continuem a aumentar no Brasil.

A reabertura faz parte de um plano governamental de retorno gradual das atividades económicas, cuja aplicação tem sido considerada prematura por especialistas.

Para esta nova etapa de retoma das atividades, esses estabelecimentos - que só estavam autorizados a fazer entregas - agora podem receber até 50% do máximo de clientes que comportam.

Será necessário separar as mesas em espaços com dois metros de distância.

Ginásios, salões de beleza e estúdios de tatuagens também autorizados a reabrir

Essa reabertura responde às preocupações económicas do Governo brasileiro já que muitos desses estabelecimentos, fechados desde o final de março, estão com grandes dificuldades financeiras e correm o risco de fechar.

Ginásios desportivos, salões de beleza e estúdios de tatuagens também foram autorizados a reabrir no Rio Janeiro, cidade habitada por 6,7 milhões pessoas, com precauções estritas.

"Não há nada para comemorar, estamos envolvidos nessa luta desde março", disse o prefeito de câmara do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, na quarta-feira.

O governante acrescentou que a queda na procura por camas de cuidados intensivos e a estabilização do número de mortos sinalizam que se atingiu "um pico sombrio em maio antes de cair para os níveis atuais".

Rio de Janeiro atingiu o pico a 3 de junho

A cidade do Rio de Janeiro registou 68 novas mortes nas últimas 24 horas. O governo local informou que a capital 'carioca' atingiu o pico da covid-19, registando 227 óbitos, em 3 de junho.

Embora o Rio de Janeiro observe um movimento menor de pacientes nos hospitais, a pandemia provocada pelo novo coronavírus tem afetado mais as áreas do interior do Brasil, onde os especialistas alertam que a taxa de contaminação permanece alta, facto que poderá pressionar as redes de atendimento de saúde.

Para o professor Roberto Medonho, diretor da divisão de pesquisa do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, essa reabertura é "precoce e prematura".

A taxa de contaminação por cada pessoa infetada aumentou para 1,51.

"Este número aumentará com a reabertura", prevê Roberto Medonho.