Coronavírus

António Costa reage com ironia à decisão do Governo britânico

Primeiro-ministro reagiu no Twitter.

Especial Coronavírus

O primeiro-ministro António Costa reagiu esta sexta-feira com ironia à decisão do Governo britânico de não incluir Portugal no corredor turístico de Inglaterra.

Numa publicação na rede social Twitter, Costa apresenta a comparação, entre o Reino Unido e o Algarve, do número de casos de Covid-19 por cada 100 mil habitantes:

"Qual é o local mais seguro para se estar? São bem-vindos a passar umas férias seguras no Algarve", escreveu o primeiro-ministro na publicação, em inglês.

Portugal Continental fora do corredor turístico de Inglaterra

Portugal foi excluído dos "corredores de viagem internacionais" com destinos turísticos que o Reino Unido vai abrir para permitir aos britânicos passarem férias sem cumprir quarentena no regresso.

Portugal, onde foram identificados vários surtos localizados nas últimas semanas, não está na lista de 59 países e territórios hoje publicada, que inclui Espanha, Alemanha, Grécia, Itália, Macau ou Jamaica.

A decisão foi confirmada esta tarde pelo Governo britânico e lista já foi divulgada (consulte).

"Esta lista poderá ser aumentada nos próximos dias, após discussões adicionais entre o Reino Unido e parceiros internacionais", refere o Ministério dos Transportes britânico.

Esta lista coincide com a publicação de uma outra lista de 59 países e territórios isentos de cumprir quarentena na chegada ao Reino Unido emitida pelo Ministério dos Transportes, da qual Portugal foi excluído, incluindo Açores e Madeira.

O sistema de "corredores de viagem" vai entrar em vigor na próxima sexta-feira 10 de julho e permite evitar que quem chegue destes países tenha de ficar 14 dias em isolamento, como acontece atualmente a todas as pessoas que chegam do estrangeiro, ou arriscam uma multa de mil libras (1.100 euros).

SANTOS SILVA CRITICA DECISÃO "ABSURDA E INJUSTA" DO REINO UNIDO

Sobre a exclusão de Portugal dos corredores, o ministro dos Negócios Estrangeiros critica a decisão, considerando-a "profundamente injusta", "errada" e um "absurdo".

Em declarações aos jornalistas, esta sexta-feira, Augusto Santos Silva diz que não faz sentido que "um país com os piores indicadores em matéria de pandemia" queira impor quarentena a passageiros provenientes de um "país que tem melhores indicadores".