Coronavírus

Covid-19: Ministério Público abre inquérito ao surto do lar de Reguengos de Monsaraz

NUNO VEIGA

Auditoria da Ordem dos Médicos revela que o lar não tinha plano de contingência nem quadro de médicos e enfermeiros, tal como é obrigatório por lei.

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O Ministério Público (MP) instaurou um inquérito sobre o surto de covid-19 num lar em Reguengos de Monsaraz, no distrito de Évora, que já provocou 18 mortos, revelou esta sexta-feira à Lusa a Procuradoria-Geral da República (PGR).

Questionada pela agência Lusa, a PGR confirmou a existência de um inquérito sobre o surto de covid-19 que surgiu no lar da Fundação Maria Inácia Vogado Perdigão Silva (FMIVPS), o qual corre termos no Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Évora.

O surto no lar provocou, até quinta-feira, um total 162 casos de infeção, incluindo 18 mortos: 16 utentes, uma funcionária do lar e um homem da comunidade.

No lar, foram contaminados 80 utentes e 26 profissionais, mas a doença propagou-se à comunidade e infetou outras 56 pessoas.

Lar de Reguengos de Monsaraz não tinha plano de contingência

Uma auditoria realizada pela Ordem dos Médicos revela que o lar não tinha plano de contingência nem quadro de médicos e enfermeiros, tal como é obrigatório por lei.

Conclui também que durante os primeiros nove dias do surto, não se isolaram os utentes infetados nem os casos suspeitos, partilhando espaços, quartos, corredores e casas de banho durante vários dias.

O Documento Ordem foi enviado para o gabinete da Ministra da Saúde, Direção-Geral da Saúde e Ministério Público.

No lar, foram contaminados 80 utentes e 26 profissionais, mas a doença propagou-se à comunidade e infetou outras 56 pessoas.