Coronavírus

Vacina contra a Covid-19. "Autoridades russas não estão a ser muito transparentes"

Anton Vaganov / Reuters

Considerou o ministro da Saúde alemão.

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O ministro da Saúde alemão, Jens Spahnon, disse que está cético sobre a Rússia se tornar o primeiro país a conceder aprovação regulamentar para uma vacina contra a Covid-19, considera que seria fundamental ter um produto seguro e testado em vez de ter apenas o primeiro.

A vacina da Rússia, que será chamada de "Sputnik V" em homenagem ao primeiro satélite do mundo lançado pela União Soviética, ainda não concluiu os testes finais. Os testes em humanos foram feitos apenas durante dois meses.

"Não se trata de ser o primeiro de alguma forma - é sobre ter uma vacina eficaz, testada e, portanto, segura", disse Spahn à rádio Deutschlandfunk.

“Para se ter confiança nessa vacina, acho muito, muito importante, mesmo durante uma pandemia, fazer os devidos estudos, os exames pertinentes e principalmente torná-los públicos. O problema é que sabemos muito pouco sobre a vacina, porque as autoridades russas não estão a ser muito transparentes", concluiu o ministro da Saúde alemão.

VACINA RUSSA CONTRA A COVID-19 "LEVANTA ALGUMAS DÚVIDAS"

A Organização Mundial de Saúde apontou seis vacinas contra a Covid-19 que estavam na frente de desenvolvimento, uma vez que se encontravam fase 3 - a fase que implica que haja um ensaio em milhares de pessoas - começou por referir o imunologista.

Henrique Veiga Fernandes considera que há cautela da OMS relativamente à vacina anunciada.

FILHA DE PUTIN JÁ TOMOU VACINA

De acordo com o chefe de Estado, a vacina russa é "eficaz" e superou todas as provas necessárias assim como permite uma "imunidade estável" face ao covid-19.

A filha do presidente que tomou a vacina está bem, avançou Putin.

"Ela participou na experiência", disse Putin, afirmando que a filha teve um pouco de febre "e foi tudo".