Coronavírus

Coreia do Norte levanta confinamento em cidade que teve primeiro caso de Covid-19

Barridas impedem a passagem pela Ponte da Unificação que liga a Coreia do Norte ao Sul

Kim Hong-Ji / Reuters

Mas manterá as fronteiras fechadas e rejeitou qualquer ajuda externa.

Especial Coronavírus

O líder da Coreia do Norte levantou o confinamento na cidade de Kaesong, onde milhares de pessoas estiveram em quarentena após o anúncio do primeiro caso de Covid-19 no país, noticiou hoje a agência oficial norte-coreana.

Durante uma reunião do partido único, na quinta-feira, Kim Jong-un reafirmou no entanto que manterá as fronteiras fechadas e rejeitou qualquer ajuda externa, numa altura em que o país está a reconstruir milhares de casas, estradas e pontes danificadas por fortes chuvas e inundações, nas últimas semanas.

Em 26 de julho, a Coreia do Norte declarou "emergência sanitária máxima" devido à pandemia de covid-19, decretando o isolamento da cidade de Kaesong, na fronteira com a Coreia do Sul, após detetar um caso suspeito, o primeiro anunciado pelo regime.

Segundo a agência norte-coreana KCNA, em causa estaria um cidadão norte-coreano a viver na Coreia do Sul há três anos e que terá regressado ao país depois de "atravessar ilegalmente" a fronteira militarizada que separa os dois países.

Este cidadão foi colocado em "quarentena rigorosa", após os testes médicos realizados terem tido "resultados incertos", noticiou na altura a KCNA, acrescentando que as pessoas em contacto com o homem também foram isoladas e testadas.

A agência também avançou que o líder norte-coreano substituiu Kim Jae-ryong no cargo de primeiro-ministro, na sequência de uma avaliação do desempenho em assuntos económicos, nomeando Kim Tok-hun como seu sucessor.

Kim Jae-ryong, um alto funcionário do partido único, tinha sido nomeado primeiro-ministro em abril de 2019,altura em que Kim Jong-un foi reeleito.

Pandemia já causou mais de 750 mil mortes em todo o mundo

Mais de 750 mil pessoas morreram em todo o mundo devido à covid-19, segundo um balanço da AFP na noite de quinta-feira, numa altura em que muitos países estão a impor novas restrições devido ao ressurgimento da doença.

À escala global, existem agora quase 21 milhões de casos relatados e mais de 750 mil mortes, de acordo com o relatório da AFP elaborado a partir de fontes oficiais.

A América Latina e as Caraíbas são a região com o maior número de mortos, registando cerca de 230 mil.

O diretor regional da Organização Mundial de Saúde, Matshidiso Moeti, alertou que em África a reabertura das economias vai levar a um aumento de casos neste continente.

Os Estados Unidos são o país com mais mortos (166.027) e também com mais casos de infeção confirmados (quase 5,2 milhões).

Seguem-se Brasil (104.201 mortos, mais de 3,1 milhões de casos), México (54.666, mais de 498 mil infetados), Índia (47.033, quase 2,4 milhões infetados) e Reino Unido (46.706 mortos, mais de 313 mil casos).

A Rússia, com 15.353 mortos, é o quarto país do mundo em número de infetados, depois de EUA, Brasil e Índia, com mais de 905 mil casos, seguindo-se a África do Sul, com mais de 568 mil casos e 11.621 mortos.

Na Europa, o maior número de vítimas mortais regista-se no Reino Unido (46.706 mortos, mais de 313 mil casos), seguindo-se Itália (35.235 mortos, mais de 252 mil casos), França (30.388 mortos, mais de 331 mil casos) e Espanha (28.579 mortos, mais de 337 mil casos).