Coronavírus

Bebé de 4 meses é a primeira criança a morrer de Covid-19 em Portugal

Shannon Stapleton

O último balanço da DGS dá conta de duas mortes e mais 253 casos confirmados de Covid-19 nas últimas 24 horas.

Especial Coronavírus

Portugal regista hoje a primeira morte de uma criança vítima do novo coronavírus. Trata-se de uma bebé de quatro meses, anunciou a ministra da Saúde na conferência de imprensa.

Marta Temido começou por indicar que a criança "tinha outras patologias associadas", mas delegou na diretora-geral da Saúde as explicações em torno deste óbito.

"Trata-se de uma menina de quatro meses de idade, em que a transmissão terá sido familiar, através dos seus conviventes. Tinha uma patologia de base muito grave, nasceu com uma cardiopatia congénita bastante grave e a situação da Covid-19 levou ao agravamento desta patologia e ao aparecimento de uma consequência cardíaca que é muito descrita nacional e internacionalmente nos casos muito graves e que é uma miocardite", começou por referir Graça Freitas.

A diretora-geral da Saúde adiantou, porém, que "a causa final da morte foi um choque sético".

Segundo o boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde (DGS), hoje divulgado, o país regista hoje mais duas mortes e mais 253 casos confirmados de Covid-19 em relação a terça-feira.

De acordo com o boletim da DGS sobre a situação epidemiológica, desde o início da pandemia até hoje registaram-se 54.701 casos de infeção e 1.786 mortes.

O país regista hoje 40.129 casos recuperados, mais 193 em relação a ontem.

Há 329 pessoas internada, menos sete do que ontem. Nos cuidados intensivos estão 35 doentes, menos três em relação a terça-feira.

A região de Lisboa e Vale do Tejo regista os dois óbitos ocorridos nas últimas 24 horas e mais 159 casos de infeção, com um total de 28.284 casos confirmados.

Governo reforça stock de medicamentos devido à imprevisibilidade da pandemia

O Governo avançou com o reforço dos stocks de medicamentos e diversos equipamentos médicos, bem como da reserva estratégica nacional, devido à imprevisibilidade da pandemia, segundo um despacho publicado hoje em Diário da República.

No despacho assinado em 13 de agosto pela ministra da Saúde, Marta Temido, pode ler-se que os stocks de medicamentos, dispositivos médicos, equipamentos de proteção individual, reagentes e outros materiais de laboratório devem ser reforçados em, "no mínimo, 20%, relativamente ao consumo registado no segundo semestre de 2019 quanto aos medicamentos, e relativamente ao consumo registado no primeiro semestre do ano em curso quanto aos demais produtos".

Austrália defende que vacina para a Covid-19 deve ser obrigatória

A Austrália lançou hoje um debate sobre a necessidade de os países tornarem obrigatória a futura vacina contra o coronavírus, numa altura em que as infeções voltaram a aumentar e as restrições se multiplicam em todo o mundo.

"Haverá sempre exceções por razões médicas, mas essa deve ser a única razão", defendeu o primeiro-ministro australiano, Scott Morrison, em entrevista à rádio 3AW, sublinhando que, por regra, "a vacinação deverá ser obrigatória".

Potencial vacina contra a Covid-19 da Johnson & Johnson

Potencial vacina contra a Covid-19 da Johnson & Johnson

Johnson & Johnson

Antecipando as críticas aos movimentos antivacinas, Morrison considerou que os riscos são demasiado grandes para permitir que a doença continue a espalhar-se livremente.

"Estamos a falar de uma pandemia que destruiu a economia mundial e causou centenas de milhares de mortes em todo o mundo", disse.

O primeiro-ministro anunciou na terça-feira ter chegado a acordo com o grupo farmacêutico sueco-britânico AstraZeneca para obter a vacina que está a ser desenvolvida com a Universidade de Oxford, e garantiu que a irá distribuir gratuitamente.

"A vacina Oxford é uma das mais avançadas e promissoras do mundo e, com este acordo, garantimos a disponibilidade antecipada para todos os australianos", afirmou Scott Morrison.

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