Coronavírus

Covid-19: OMS garante que só recomendará vacina que for "segura e eficaz"

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Órgão estima que a vacinação em massa só decorrerá em 2021.

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A Organização Mundial da Saúde (OMS) assegurou hoje que não será recomendada nem utilizada uma vacina para a Covid-19 se não for comprovada a sua eficácia e segurança.

A "garantia ao público" foi dada, em resposta aos movimentos antivacinas, pelo diretor-geral da organização, Tedros Adhanom Ghebreyesus, na habitual videoconferência de imprensa transmitida da sede da OMS, em Genebra, na Suíça.

"Quero garantir ao público que a OMS não recomendará nenhuma vacina que não seja segura e eficaz", afirmou, insistindo que as vacinas em teste, apesar de "promissoras, só serão utilizadas quando forem eficazes e seguras".

Das 34 vacinas em ensaios clínicos, 8 estão na fase final

Segundo dados da OMS, havia na quinta-feira 34 vacinas candidatas à Covid-19 em ensaios clínicos, oito das quais na fase final 3, que antecede o pedido de autorização de comercialização.

Numa fase inicial, de acordo com a OMS, uma vacina para a Covid-19 deverá ser administrada a grupos prioritários, como idosos, doentes crónicos e profissionais de saúde, por correrem mais risco de infeção ou manifestações mais graves da doença.

Posteriormente, à medida que for aumentada a sua produção, a vacina deverá estender-se à restante população.

A conferência de imprensa da OMS

"Nacionalismo das vacinas irá prolongar a pandemia"

Criticando os movimentos antivacinas, o diretor-geral da OMS recordou que as vacinas permitiram erradicar doenças e "mudaram o mundo".

"É um bem público", sublinhou Tedros Adhanom Ghebreyesus, voltando a apelar, noutro contexto, à "solidariedade global".

A seu ver, reiterou, o "nacionalismo das vacinas irá prolongar a pandemia" da Covid-19.

A OMS estimou hoje de manhã, através de declarações feitas à imprensa pela porta-voz da organização, que a vacinação em massa contra a Covid-19 só ocorrerá a partir de meados de 2021.

A pandemia da Covid-19 já provocou pelo menos 869.718 mortos e infetou mais de 26,3 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência noticiosa francesa AFP.

Em Portugal, morreram 1.833 pessoas das 59.457 confirmadas como infetadas, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

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