Coronavírus

Covid-19: Brasil aproxima-se dos 127 mil mortos

Antonio Lacerda

Registadas 310 mortes nas últimas 24 horas.

Especial Coronavírus

O Brasil contabilizou 310 mortes devido à covid-19 nas últimas 24 horas, totalizando 126.960 óbitos desde o início da pandemia, de acordo com os dados divulgados esta segunda-feira pelo Ministério da Saúde do país.

Este foi o dia com menor número de vítimas mortais desde 3 de maio, há 127 dias, quando as autoridades de Saúde contabilizaram 289 óbitos diários pela doença.

Face ao número de infetados, o país somou 10.273 casos nas últimas 24 horas, num total de 4.147.794 pessoas diagnosticadas com a covid-19.

No momento em que a doença começa a dar sinais de queda no Brasil, o país sul-americano foi hoje ultrapassado pela Índia, que passou a ocupar a segunda posição na lista de nações com maior número de casos (mais de 4,2 milhões), apenas atrás dos Estados Unidos (mais de 6,2 milhões).

Contudo, o país sul-americano continua a ser o segundo em todo o mundo com maior número de mortes devido ao novo coronavírus.

Segundo o executivo brasileiro, as autoridades de saúde ainda investigam a eventual relação de 2.506 óbitos com a doença, da qual 3.355.564 pacientes infetados já recuperam e 665.270 continuam sob acompanhamento médico.

Estados mais afetados

Geograficamente, o foco da pandemia no país é o estado de São Paulo, que concentra oficialmente 857.330 casos confirmados e 31.377 vítimas mortais.

Seguem-se a Bahia, que registou a infeção de 271.963 cidadãos e a morte de 5.693, Minas Gerais, que totaliza 236.012 diagnósticos e 5.851 óbitos, e o Rio de Janeiro, onde já morreram 16.593 pessoas em decorrência do novo coronavírus, e 233.052 foram infetadas.

Já de acordo com um consórcio formado pela imprensa brasileira, que decidiu colaborar na recolha de informações junto das secretarias de Saúde estaduais, o país registou mais 315 mortes e 9.992 novos infetados nas últimas 24 horas.

No total, o consórcio constituído pelos principais 'media' do Brasil indicou que o país contabiliza 4.147.598 casos e 127.001 mortos, desde o início da pandemia, registada oficialmente no país em 26 de fevereiro.

Apesar de as autoridades de saúde defenderem que os cuidados face à covid-19 devam ser mantidos, os brasileiro aproveitaram o feriado de hoje no país, que celebrou o Dia da Independência, para lotarem praias e ruas um pouco por todo o país, ignorando as restrições impostas por governadores e prefeitos.

Exemplo disso foram as famosas praias do Rio de Janeiro, que se encheram de banhistas que viram no fim de semana prolongado uma oportunidade de apanhar sol no areal, o que é proibido pela prefeitura, que apenas autorizou os mergulhos no mar.

A situação repetiu-se, segundo a imprensa local, no litoral de São Paulo, onde muitos banhistas desrespeitaram a recomendação dos órgãos de saúde para o uso da máscara, e nas paradisíacas praias do nordeste do país.

Fernanda Luz

Já em Brasília, capital no país, as aglomerações foram potenciadas pelo próprio Presidente, Jair Bolsonaro, que se reuniu com centenas de apoiantes, cumprimentando-os sem máscara, em frente ao Palácio da Alvorada, a sua residência oficial.

Apesar do cancelamento do tradicional desfile de 7 de setembro, o Governo assinalou a data da independência do país através de um ato simbólico com a presença do chefe de Estado e da primeira-dama, Michelle Bolsonaro, que assistiram ao hasteamento da bandeira do Brasil, escutaram o Hino Nacional e presenciaram uma apresentação da Força Aérea brasileira.