Coronavírus

Covid-19. DGS revê normas para lares e estruturas para crianças

ANTÓNIO COTRIM

Graça Freitas disse acreditar que as visitas multidisciplinares aos lares "estão a resultar".

Especial Coronavírus

A Direção-Geral da Saúde está a rever as normas de prevenção e combate ao novo coronavirus a aplicar nos lares e nas estruturas de acolhimento de crianças, foi esta quarta-feira anunciado na conferência de imprensa de acompanhamento da pandemia.

"Estamos neste momento a revisitar a orientação técnica dos procedimentos a adotar daqui para a frente nas estruturas para idosos e para crianças, porque estamos numa outra etapa da pandemia, já aprendemos mais e podemos evoluir", disse a diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, sem adiantar datas para a sua entrada em vigor.

Em resposta a críticas que têm surgido, Graça Freitas disse acreditar que as visitas multidisciplinares aos lares, que integram técnicos da Segurança Social e da Saúde Pública, "estão a resultar".

"Além de verificarem as condições dos lares, estas visitas obviamente também têm um caráter pedagógico", justificou.

A diretora-geral da Saúde esclareceu que, da parte da Segurança Social, "foram criadas equipas de intervenção rápida que permitem uma atuação mais célere e concertada, e há da parte da saúde pública uma agilização de procedimentos".

Para Graça Freitas, "as coisas não estão a ser feitas de forma reativa, muitas coisas estão a ser feitas de forma programada, nomeadamente as visitas aos lares", apelando de novo a estas instituições para que, "em caso suspeito, darem o alerta rapidamente e não esperarem que a situação se propague".

A secretária de Estado Adjunta e da Saúde, Jamila Madeira adiantou que, a 30 de abril, houve 317 instituições sinalizadas com 3.690 casos positivos e hoje são 68 com 887 casos.

"Sem escamotear uma realidade que é muito sensível e à qual dedicamos a máxima preocupação, podemos tranquilizar o senhor presidente da Assembleia da República de que a realidade é muito diferente daquela que vivemos no início do pico da pandemia", justificou.

"Uma janela de oportunidade"

Na terça-feira, o presidente da Associação Portuguesa dos Administradores Hospitalares (APAH), Alexandre Lourenço, advertiu para "uma janela de oportunidade", com a acalmia da pandemia de covid-19 a partir de abril, que está a terminar com o impacto de uma eventual segunda vaga.

"Vamos ter porventura com uma segunda vaga ou mesmo emergência de outras infeções respiratórias sazonais porque aí certamente vamos ter mais desafios e estes desafios só se respondem com planeamento", afirmou Alexandre Lourenço, na cerimónia de apresentação do Movimento Saúde em Dia, uma iniciativa em parceria com a Ordem dos Médicos (OM).

No seu entender, não se pode "correr o risco de ter um sistema que é gerido ao dia e as respostas são identificadas ao dia".

VEJA TAMBÉM: