Coronavírus

DGS impede jogo entre Feirense e Chaves com jogadores já em campo

Reuters Staff

Dois jogadores e dois treinadores da equipa técnica do Chaves testaram positivo ao novo coronavírus.

Saiba mais...

O encontro Feirense - Desportivo de Chaves, da primeira jornada II Liga de futebol, foi hoje adiado, num dia em que o conjunto flaviense revelou ter tido quatro resultados positivos a covid-19 no seu grupo de trabalho.

Já com as duas equipas prontas para começar a partida, o árbitro João Gonçalves recebeu uma chamada telefónica e deslocou-se durante breves instantes ao túnel de acesso ao relvado.

Na transmissão televisiva da SportTV foi ainda possível ver os delegados da Liga Portuguesa de Futebol Profissional a falar ao telefone, juntamente com vários responsáveis dos dois clubes.Já 27 minutos depois da hora prevista para o início do encontro, o árbitro apitou para que os jogadores recolhessem ao balneário, sem que tenha sido prestada qualquer informação oficial até ao momento.

Durante a manhã, o Desportivo de Chaves revelou que dois jogadores e dois elementos da equipa técnica do Desportivo de Chaves estavam infetados com o novo coronavírus.

O médio Guzzo e o guarda-redes Samu, e ainda os treinadores adjuntos Pedro Machado e Tiago Castro, testaram positivo "embora assintomáticos", revelou, em comunicado, o clube transmontano.

Liga defende que existiam "condições para a realização" do jogo

A Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP) considerou hoje que existiam "condições para a realização do jogo" Feirense-Desportivo de Chaves, da primeira jornada II Liga, apesar da deteção de quatro casos positivos de covid-19 no plantel flaviense.

Em nota publicada no sítio oficial na Internet, o organismo explicou que "as Autoridades de Saúde Regional e a Autoridade de Saúde Nacional decidiram que não estavam reunidas as condições para a realização" da partida, comprometendo-se a investigar a origem dos contágios na equipa visitante.

"A Liga Portugal, e apesar de existirem condições para a realização do jogo, segundo o Plano de Retoma e perante o cumprimento da Lei 3 das Leis de Jogo, compromete-se, agora, a apurar os motivos que levaram à existência destes casos no plantel do Chaves", indicou a LPFP.

O organizador das competições profissionais alega ter decidido, "de forma pró-ativa, retardar o início do encontro", após ter recebido a indicação de que as autoridades sanitárias se opunham à sua realização, "através do médico Rui Capucho, do ACES [Agrupamento de Centros de Saúde] do Alto Tâmega e Barroso, pouco antes das 20:00".

A LPFP pediu "uma informação oficial do sucedido" e precisou que "o relatório do Dr. Rui Capucho chegou, oficialmente e por escrito, à Liga Portugal às 20:24, dando indicação que as Autoridades de Saúde Regional e a Autoridade de Saúde Nacional decidiram que não estavam reunidas as condições para a realização do referido encontro".

A nota da Liga de clubes surgiu já depois de o Conselho de Administração da SAD do Desportivo de Chaves e a Direção do clube flaviense terem informado que a Direção-Geral da Saúde (DGS) não tinha autorizado a realização da partida da ronda inaugural da II Liga.

"Como foi tornado público, dois jogadores e dois treinadores da equipa técnica do Chaves testaram positivo e, seguindo o protocolo validado pela DGS ainda na época passada, quando se deu a retoma da I Liga, os elementos em causa foram imediatamente colocados em isolamento", notou a LPFP.

Durante a manhã, o clube transmontano revelou que o médio Guzzo, o guarda-redes Samu e os treinadores adjuntos Pedro Machado e Tiago Castro testaram positivo à covid-19, embora estejam assintomáticos, e, à hora do pontapé de saída, chegou a informação de que o jogo não se deveria realizar.

Já com as duas equipas prontas para começar a partida, o árbitro João Gonçalves recebeu uma chamada telefónica e deslocou-se durante breves instantes ao túnel de acesso ao relvado, tendo, 27 minutos depois da hora prevista para o início, apitado para que os jogadores recolhessem ao balneário.

Portugal com mais 3 mortes e 687 novos casos de Covid-19

A Direção-Geral da Saúde (DGS) anunciou esta sexta-feira a existência de 1.855 mortes e 62.813 casos de covid-19 em Portugal desde o início da pandemia.

O número de mortes subiu de 1.852 para 1.855, mais 3 do que na quinta-feira - duas mortes foram registadas na região de Lisboa e Vale do Tejo e outra teve lugar na região do Algarve.

O número de infetados aumentou de 62.126 para 62.813, mais 687, o número de novos casos mais alto desde 16 de abril

Em vigilância permanecem 35.712 contactos, mais 531 do que na quinta-feira.

Há mais 203 pessoas recuperadas da doença, totalizando 43.644.

O número de internados desceu para 404 (menos dois) e o de doentes em internamento nas Unidades de Cuidados Intensivos baixou para 54 (menos três).