Coronavírus

Covid-19. OMS apela para que não se espere por vacina para controlar pandemia

Anton Vaganov

Organização antecipa ainda o aumento do número de mortes em outubro.

Especial Coronavírus

A Organização Mundial de Saúde (OMS) apelou esta segunda-feira para que não se espere pela vacina da covid-19 para controlar a pandemia, registando que na Europa há mais novos casos diários que em março, mas menos mortes.

Intervindo numa sessão do comité para a Europa da OMS, o diretor-geral da agência das Nações Unidas, Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou que "se não se controlarem os contágios, mais pessoas morrerão" e mais aumentará "o risco real" de terem que voltar as medidas mais restritivas nas sociedades.

Até haver vacina para a doença, os países podem "usar as ferramentas existentes" para controlar os contactos, "prevenindo eventos amplificadores" de contágios, como os ajuntamentos de grandes dimensões, e salvaguardando "os mais vulneráveis".

Quando houver vacina, deve estar acessível a todos os países equitativamente, reiterou, afirmando que "num mundo interligado", se os cidadãos de países mais pobres forem excluídos da vacinação, "o virus continuará a matar e a recuperação económica mundial demorará mais".

Ghebreyesus defendeu ainda que só com sistemas nacionais de saúde robustos se conseguem enfrentar pandemias, considerando que essa é "uma das lições mais dolorosas" da covid-19. Considerou que o investimento na saúde pública se pode equiparar às despesas militares para garantir a segurança das nações.

OMS antecipa aumento do número de mortes em outubro

A confirmarem-se os receios da Organização Mundial de Saúde setembro pode mesmo ser o fim desta espécie de trégua, que foi o verão em tempos de pandemia.

Os dados da OMS revelam que só na passada sexta-feira a Europa diagnosticou 51 mil novos casos, um número mais alto do que os picos registados em abril.

A ameaça de uma segunda vaga de covid-19 é uma realidade com que vários países europeus se deparam agora.

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