Coronavírus

Brigadas para lares: presidente da Segurança Social "confiante" na contratação de médicos até ao final do mês

Ana Geraldes

Ana Geraldes

Jornalista

Médicos estão a recusar-se a integrar estas equipas. Para a Ordem a questão não pode ser colocada na recusa de alguns médicos, mas na criação de um outro modelo em que este profissionais possam atuar em casos de surtos.

Especial Coronavírus

O Instituto de Segurança Social entregou à Cruz Vermelha Portuguesa a contratação de profissionais de saúde para reforçar as brigadas de intervenção rápida para atuar em casos nos lares, anunciadas pelo Governo entre as medidas de combate à covid-19.

As equipas estariam a postos até ao final do mês de setembro nos 18 distritos, mas está a ser difícil contratar médicos.

O Expresso adianta este sábado que os médicos estão a recusar-se a integrar estas equipas. O Presidente do Instituto da Segurança Social reconhece que não é fácil contratar, em particular nalgumas regiões do país, mas diz-se confiante que "duas dezenas de médicos, será possível, até ao final do mês".

Ao telefone, à SIC, Rui Fiolhais disse ter garantias de que as brigadas estarão prontas para atuar no caso de um surto de covid-19 num lar, em qualquer ponto do país, na altura em que foi anunciado pelo Governo que estariam.

Para a Ordem dos Médicos, a questão não pode ser colocada na recusa de alguns médicos, mas na criação de um outro modelo em que os médicos possam atuar em casos de surtos. Vitor Almeida explica que devem ser profissionais com experiência com doentes covid a ser chamados.

As brigadas, disse o primeiro-ministro, teriam 400 profissionais. Não apenas médicos, mas também como técnicos de diagnóstico, psicológos e enfermeiros.

Veja também: