Coronavírus

Primeiro-ministro avisa que é necessário minimizar os impactos adversos da pandemia

MANUEL DE ALMEIDA

Em causa está a crise económica que o país enfrenta.

Especial Coronavírus

O primeiro-ministro afirmou esta segunda-feira ser necessário minimizar os impactos adversos da pandemia nas finanças públicas. Para isso, António Costa diz que é preciso estar em constante diálogo.

Num discurso proferido na 5.ª Cimeira do Turismo Português, na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, o primeiro-ministro salvaguardou que a prioridade desde o início da crise tem sido preservar as empresas e recursos humanos qualificados, especialmente no setor do turismo, fundamentais para a recuperação do mesmo.

“Precisamos de um setor forte pós-covid e precisamos também que as finanças públicas recuperem a robustez que tinham no ano de 2019 quando, pela primeira vez, tivemos um excedente orçamental na nossa democracia”, afirmou.

Na iniciativa que assinala o Dia Mundial do Turismo, o primeiro-ministro mostrou-se confiante que este continuará a ser um bom setor de atividade na era pós-covid.

Como a covid-19 chegou a Portugal: uma variante importada de Itália

Uma mutação do novo coronavírus importada de Itália esteve na origem da pandemia em Portugal. Foi o que concluiu um estudo coordenado pelo Instituto Nacional Dr. Ricardo Jorge.

Depois de ter chegado a Portugal, essa tal "variante" circulou pelo menos uma semana antes de terem sido reportados os primeiros casos de infeção a 2 de março.

Sabe-se agora que um em cada quatro casos de covid-19 em Portugal, por volta do dia 9 de abril, terão sido causados por essa variante genética. A mesma responsável pelo surto em Ovar que obrigou a uma cerca sanitária na cidade.

O coordenador do estudo, João Paulo Gomes, diz que a tomada de medidas atempadas de saúde pública foi determinante para que esta variante do vírus não se propagasse de forma descontrolada ao resto do país.

Os resultados finais do estudo serão divulgados dentro de duas a três semanas.

Época gripal. Há 2.000 farmácias preparadas para administrar a vacina

Arrancou esta segunda-feira a campanha de vacinação contra o vírus da gripe. Nesta primeira fase vão ser vacinadas as pessoas consideradas prioritárias, como os idosos residentes em lares, as grávidas e os profissionais de saúde e do setor social.

A campanha de vacinação do Serviço Nacional de Saúde tem início habitualmente a 15 de outubro, mas este ano foi antecipada por causa da covid-19.

O secretário de Estado da Saúde anunciou esta segunda-feira que os dois milhões de vacinas da gripe vão chegar a Portugal em tranches. Além dos centros de saúde, cerca de 10% das vacinas poderão ser administradas nas farmácias.

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