Coronavírus

Covid-19. Mais 323 mortos e 11.946 infetados em 24 horas no Brasil

Lucas Figueiredo / CBF HANDOUT

Autoridades brasileiras indicaram que investigam a eventual relação de 2.540 mortes com a covid-19.

Especial Coronavírus

O Brasil registou 323 mortos e 11.946 infetados pelo novo coronavírus nas últimas 24 horas, totalizando 146.675 óbitos e 4.927.235 casos confirmados desde o início da pandemia, informou esta segunda-feira o executivo.

De acordo com o Ministério da Saúde, os dados desta segunda-feira não contêm informações sobre o estado de Roraima, que não enviou qualquer informação ao Governo Federal, por ser feriado local na região.

Ainda segundo a tutela da Saúde, os estados de Rio Grande do Norte e Acre não contabilizaram qualquer óbito nas últimas 24 horas.

Por outro lado, um consórcio formado pela imprensa brasileira, que colabora na recolha de informações junto das secretarias de Saúde estaduais, anunciou que o país somou 398 vítimas mortais e 25.593 infetados nas últimas 24 horas, mais do dobro dos casos contabilizados pelo Governo.

No total, o consórcio constituído pelos principais media do Brasil revelou que o país contabiliza 4.940.499 casos e 146.773 vítimas mortais, desde o início da pandemia, registada no país em 26 de fevereiro.

No boletim epidemiológico desta segunda-feira, as autoridades brasileiras indicaram que investigam a eventual relação de 2.540 mortes com a covid-19, doença que apresenta uma taxa de letalidade de 3% no país.

Brasil é um dos países mais afetados pela pandemia

No Brasil, país lusófono mais afetado pela pandemia e um dos mais atingidos no mundo, 4.295.302 pessoas diagnosticadas com a doença já recuperaram, enquanto que 485.258 pacientes infetados estão sob acompanhamento médico.

Geograficamente, os estados que concentram o maior número de casos confirmados são São Paulo (1.004.579), Bahia (316.005), Minas Gerais (308.466) e Rio de Janeiro (273.338).

Já as unidades federativas com mais mortes são São Paulo (36.220), seguido pelo Rio de Janeiro (18.780), Ceará (9.056) e Pernambuco (8.340).

Universidade testa vacina BCG

A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) inaugurou esta segunda-feira a fase de testes para verificar se a vacina BCG (bacilo Calmette--Guérin), geralmente utilizada contra a tuberculose, pode contribuir para a prevenção da covid-19.

Segundo o Governo brasileiro, serão vacinados cerca de mil profissionais de Saúde e será investido um milhão de reais (150 mil euros) em recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico para o estudo em causa.

"A investigação sobre a eficácia da BCG no combate ao coronavírus partiu de uma hipótese baseada em dados que mostram que países que mantém o uso da vacina apresentaram menor incidência de covid-19 em comparação com países que suspenderam o uso da BCG universal como, por exemplo, os Estados Unidos, Espanha e Itália", indicou o executivo em comunicado.

Contudo, os investigadores salientaram que a vacina BCG não substituirá uma eventual imunização específica contra o novo coronavírus.

"Essa vacina pode aumentar a imunidade, mas não vai substituir a vacina contra a covid-19", afirmou a coordenadora do estudo, Fernanda Mello.

O Ministro de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Marcos Pontes, acompanhou o início dos ensaios clínicos e afirmou que, com esta nova investigação, o país sul-americano pode começar a pensar em outras pandemias que poderão afetar futuramente o Brasil.

"Quão preparado nós estamos para as próximas pandemias que virão? É por isso que me sinto muito bem dentro das nossas universidades, principalmente como essa (UFRJ), que produz tanta ciência para o país. (...) Nós estamos com 15 protocolos de vacinas sendo desenvolvidos por cientistas aqui no Brasil, além do exterior. Nós somos um país capaz de produzir vacinas", declarou o governante.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de um milhão e trinta mil mortos e mais de 35,2 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.