Coronavírus

Covid-19. Costa recusa novo confinamento global

Portugal com mais 1.646 casos confirmados, o maior número desde o início da pandemia 

Especial Coronavírus

Portugal registou este sábado o número mais alto de infeções pelo novo coronavírus desde o início da pandemia.

Apesar destes dados, o primeiro-ministro garantiu que não vai voltar a haver um confinamento global.

António Costa disse ainda que o Serviço Nacional de Saúde está a ter capacidade de resposta. As declarações do chefe de Governo surgem depois de os médicos alertarem para a urgência da contratação de mais profissionais de saúde.

Portugal com mais 1.646 casos confirmados, o maior número desde o início da pandemia

Portugal contabiliza este sábado mais cinco mortos relacionados com a covid-19 e 1.646 novos casos de infeção com o novo coronavírus, segundo o boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde (DGS).

Desde o início da pandemia, em março, este é o maior número de casos de infeção. O segundo maior registo aconteceu a 10 de abril, com 1.516, e o terceiro mais recentemente, nesta sexta-feira, com 1.394 novos casos.

Portugal já registou 2.067 mortes e 85.574 casos de infeção, estando hoje ativos 30.704 casos, mais 1.002 do que na sexta-feira.

Os surtos de covid-19 pelo país

A PSP identificou na sexta-feira à noite mais de 400 pessoas no concelho da Amadora, numa operação para controlar os ajuntamentos. Vários estabelecimentos foram encerrados.

Na Universidade de Aveiro, continuaram a ser testados 170 estudantes de Erasmus. Há já 29 casos positivos. Esta operação de testagem só termina no início da próxima semana. O surto de covid teve origem num evento de acolhimento a estudantes que se realizou no último fim de semana.

Também na Universidade do Porto há um surto de covid-19 entre os estudantes Erasmus. Há 79 infetados e acredita-se que o contágio tenha acontecido fora das aulas.

"Estes números mostram que já estamos na segunda vaga"

A Ordem dos Médicos não tem dúvidas que Portugal já está numa segunda vaga da pandemia do novo coronavírus e que há falhas no Serviço Nacional de Saúde que exigem mudanças estruturais.

Em causa está o número e a formação dos médicos, que estão há seis meses sob pressão e ainda não foram devidamente compensados.

Na SIC Notícias, Alexandre Valentim Lourenço da Ordem dos Médicos do Sul lembrou que a mortalidade aumentou desde março e o sistema não pode esquecer todas as outras patologias.