Coronavírus

Que pandemia? Multidões rumam à Grande Muralha da China 

Chineses celebram a “Golden Week” sem cumprir recomendações sanitárias. 

Especial Coronavírus

Multidões encheram a Grande Muralha da China na semana passada durante a “Golden Week”, uma semana de feriados e celebrações que é também um dos períodos de viagens mais movimento daquele país.

Fotografias e vídeos da atração turística no fim de semana mostram milhares de pessoas sem cumprir o distanciamento social e algumas mesmo sem máscara de proteção contra a covid-19.

Os números oficiais da pandemia divulgados pela China têm-se mantido baixos desde a primavera. Apesar de alguns surtos esporádicos, como aconteceu em Pequim em junho, o país tem conseguido conter a transmissão do vírus.

Época festiva é das mais movimentadas

Praticamente sem registo de transmissão local, milhões de chineses encheram as estações de autocarros e aeroportos para viajarem pelo país durante a “Golden Week”. Várias províncias e municípios chegaram mesmo a oferecer descontos ou entradas grátis em atrações turísticas.

Num comunicado publicado no final de setembro, a agência governamental chinesa que gere a Grande Muralha alertou os visitantes para que continuem a ser cumpridas as restrições durante a época festiva. Medidas que incluem o distanciamento social de pelo menos um metro e o uso de máscara.

A Grande Muralha da China é visitada anualmente por mais de 10 milhões de pessoas. A secção de Badaling é a mais popular e pode receber no máximo 65 mil turistas por dia, lotação que foi diminuída para 30% devido à pandemia, mas aumentada para 75% para as celebrações da “Golden Week”.

Mais de 600 milhões de chineses viajaram dentro do país na semana passada, informou o Governo na sexta-feira.

A 10 de outubro, a China continental (sem os territórios de Macau e Hong Kong) registou oficialmente um total de 85.557 casos (mais 21 em últimas 24 horas) mantendo 4.634 mortos (não houve novas mortes) e 80.705 casos curados.