Coronavírus

Deputados espanhóis pedem máscaras transparentes para ajudar surdos

Parlamento espanhol

Zipi

As máscaras transparentes são consideradas também benéficas para outros grupos, como os doentes com Alzheimer ou com autismo.

Especial Coronavírus

A câmara alta (Senado) do parlamento espanhol decidiu esta quinta-feira instar o Governo a homologar máscaras transparentes para que as pessoas que sofrem de surdez possam ler os lábios e se proteger contra o contágio do novo coronavírus.

Os deputados apoiaram uma moção do PP na comissão de Políticas Integrais para a Deficiência, que pede a homologação deste tipo de máscara - com boca visível - para que os surdos possam cumprir as necessárias condições de proteção, segurança e higiene, mas continuar a comunicar, já que as máscaras opacas não respondem às necessidade de um grupo que, em Espanha, representa mais de um milhão de pessoas.

As máscaras transparentes são consideradas também benéficas para outros grupos, como os doentes com Alzheimer ou com autismo, que precisam ver os gestos faciais para se comunicarem.

O Partido Socialista Operário espanhol (PSOE), que lidera a coligação governamental, referiu, no entanto, que a homologação dessas máscaras não é da responsabilidade do Governo, mas sim das empresas e laboratórios que as produzem.

A iniciativa do PP prevê ainda a redução do IVA sobre as máscaras cirúrgicas, dos atuais 21% para 4%, como já fizeram outros países da União Europeia.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 1,1 milhões de mortos e mais de 44,5 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 2.428 pessoas dos 132.616 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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