Coronavírus

Estado de emergência. Jerónimo critica medidas "desproporcionais e incongruentes"

Jerónimo de Sousa referiu-se às medidas aprovadas no Conselho de Ministros extraordinário e que concretizam o decreto do estado de emergência.

Especial Coronavírus

O PCP considera desproporcionais e incongruentes as medidas decretadas pelo Governo durante o estado de emergência.

Num comício este domingo, em Vila Franca de Xira, Jerónimo de Sousa contestou a resposta à pandemia de covid-19, que não responde às exigências em saúde e está a servir de pretexto para atacar direitos e liberdades.

"Aquilo de que o País necessita é de medidas que estimulem a proteção individual, promovam a pedagogia da proteção e assegurem condições de segurança sanitária para que a vida nacional possa prosseguir nas suas múltiplas dimensões", defendeu.

O estado de emergência vigorará entre segunda-feira e dia 23 de novembro.

O recolher obrigatório durante a semana à noite e aos fins de semana nos 121 concelhos mais afetados é uma das medidas anunciadas pelo primeiro-ministro, António Costa, para o estado de emergência, que entra em vigor esta segunda-feira, dia 9, para combater a pandemia do novo coronavírus.

CONHEÇA AQUI AS NOVAS MEDIDAS DO ESTADO DE EMERGÊNCIA

PORTUGAL COM MAIS 48 MORTES E MAIS 5.784 INFEÇÕES DE COVID-19

A Direção-Geral da Saúde (DGS) anunciou no boletim diário deste domingo que há mais 48 mortes e 5.784 novos casos de Covid-19 em Portugal. No total, o país regista 2.896 vítimas mortais e 179.324 infetados pelo novo coronavírus.

Nas últimas 24 horas estão mais 12 doentes internados nas Unidades de Cuidados Intensivos, totalizando 378.

Em relação aos internamentos em enfermaria estão 2 522 pessoas internadas, mais 102 do que no sábado .

A DGS revela que estão ativos 76.647 casos de infeção, mais 3 702 do que no sábado. Também nas últimas 24 horas foram dados como recuperadas 2.034 pessoas, num total de 99.781 desde o início da pandemia.