Coronavírus

Brasil com mais 231 mortes e 10.917 casos de covid-19 nas últimas 24 horas

Amanda Perobelli

O Brasil é o país lusófono mais afetado pela pandemia e um dos mais atingidos no mundo.

O Brasil contabilizou 231 mortes e 10.917 novas infeções pelo novo coronavírus nas últimas 24 horas, informou esta segunda-feira o Ministério da Saúde brasileiro no seu boletim epidemiológico.

No total, o país sul-americano concentra 162.628 óbitos e 5.675.032 casos confirmados, num momento em que o Governo brasileiro ainda enfrenta problemas técnicos em relação à contabilização dos dados da pandemia em alguns estados do país, como São Paulo.

Devido a esses problemas, que se arrastam desde a última quinta-feira, a tutela da Saúde não atualizou o número de pessoas já recuperadas da doença, assim como dos pacientes que ainda se encontram sob acompanhamento médico devido à infeção pelo novo coronavírus.

Já um consórcio formado pela imprensa brasileira, que colabora na recolha de informações junto das secretarias de Saúde estaduais, anunciou que o país somou 264 vítimas mortais e 15.211 casos confirmados nas últimas 24 horas, totalizando 5.675.766 infeções e 162.638 óbitos.

A divisão brasileira da farmacêutica Pfizer anunciou na tarde de hoje que pretende reatar as negociações com o Governo brasileiro para a compra antecipada de lotes da sua vacina contra a covid-19, segundo a imprensa local.

"A Pfizer continua em contacto com o Governo brasileiro e ofereceu a possibilidade de encaminhar uma proposta atualizada de fornecimento da sua potencial vacina, sujeita à aprovação regulatória, que permitiria vacinar milhões de brasileiros", disse a Pfizer Brasil, em comunicado à imprensa, acrescentando que aguarda "um retorno do Ministério da Saúde" para continuar as negociações.

Horas antes, a farmacêutica revelou que dados provisórios sobre a sua vacina indicam que pode ser eficaz em 90% dos casos e que este mês pedirá o uso em situações de emergência nos Estados Unidos.

A Pfizer não forneceu mais detalhes sobre estes casos e alertou que a taxa de proteção inicial pode mudar até o final do estudo.

Já o vice-presidente brasileiro, Hamilton Mourão, declarou hoje que o Brasil poderá comprar a vacina da Pfizer contra o novo coronavírus, frisando que não acompanha de perto as negociações do executivo por um imunizante.

"Esse assunto obviamente está ligado ao Ministério da Saúde, à Casa Civil, Presidência da República. Eu não tenho participado diretamente nas discussões sobre quais vacinas estão a ser adquiridas, quais vacinas estão na mira do nosso Ministério. Acredito que essa vacina da Pfizer, uma vez sendo comprovada essa eficiência de 90%, ela terá uma boa prioridade e poderá ser objeto de compra por parte do nosso Governo", declarou Mourão, em entrevista à rádio Bandnews.

O Brasil é o país lusófono mais afetado pela pandemia e um dos mais atingidos no mundo, ao contabilizar o segundo número de mortos (mais de 5,6 milhões de casos e 162.397 óbitos), depois dos Estados Unidos.

A pandemia de covid-19 provocou pelo menos 1.255.803 mortos em mais de 50,3 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

  • A árdua experiência com a sustentabilidade 

    Mundo

    E se alguém lhe dissesse que passaria a viver num quarto, com eletricidade apenas para pequenos utensílios domésticos, sem aquecimento central, ar condicionado ou água quente. Teria apenas três conjuntos de roupa, sem máquina de lavar ou secar, faria dieta local sem produtos de origem animal e não andaria de automóvel nem de avião?

    Opinião

    João Abegão