Coronavírus

Covid-19. Vacina da Pfizer é uma das que Portugal "prevê adquirir”

A garantia foi dada pela diretora-geral da Saúde.

Especial Coronavírus

A diretora-geral da Saúde disse esta segunda-feira que Portugal prevê comprar a vacina da farmacêutica norte-americana Pfizer.

Graça Freitas diz que se a vacina tiver o nível de eficácia anunciado, cerca de 90%, será “uma das melhores vacinas que teremos” e que, por isso, “é uma boa notícia”.

Pfizer anuncia que vacina contra a Covid-19 é "90% eficaz"

A vacina contra a Covid-19 desenvolvida em conjunto pela norte-americana Pfizer e a alemã BioNTech "tem 90% de eficácia", avançam hoje as duas farmacêuticas após a primeira avaliação da fase 3 dos ensaios clínicos, a última antes do pedido de aprovação pelas autoridades de saúde.

Os resultados preliminares revelam que os voluntários que receberam a segunda das duas doses da vacina experimental desenvolveram anticorpos contra o novo coronavírus SARS-CoV-2 sete dias depois da inoculação.

"Mais de oito meses depois do início da pior pandemia em mais de um século, consideramos que esta etapa representa um avanço significativo para o mundo nesta batalha contra a Covid-19", declara o diretor-geral da Pfizer, Albert Bourla, em comunicado.

"O primeiro conjunto de resultados da fase 3 do nosso ensaio da vacina Covid-19 fornece uma prova inicial da capacidade da nossa vacina para prevenir a Covid-19", garante.

Esta análise de resultados diz respeito a um pequeno número de voluntários - 94 casos confirmados de Covid-19 - num total de 43.538 participantes em todo o mundo, mas a Pfizer avança que são resultados encorajadores.

PEDIDO DE APROVAÇÃO DE EMERGÊNCIA PREVISTO AINDA PARA ESTE MÊS

As farmacêuticas avançam ainda que contam dar entrada com o pedido de aprovação de emergência perante as autoridades de saúde dos EUA na terceira semana de novembro, "pouco depois de a etapa de segurança ser alcançada".

Os ensaios clínicos vão continuar, nomeadamente para a recolha de todos os dados referentes a 164 doentes que foram inoculados.

As duas farmacêuticas prevêm fornecer 50 milhões de doses da sua vacina em todo o mundo ainda este ano e até 1,3 mil milhões de doses em 2021.