Coronavírus

Pfizer anuncia que vacina contra a Covid-19 é "90% eficaz"

Resultados preliminares da fase 3 dos ensaios clínicos.

Especial Coronavírus


A vacina contra a Covid-19 desenvolvida em conjunto pela norte-americana Pfizer e a alemã BioNTech "tem 90% de eficácia", avançam hoje as duas farmacêuticas após a primeira avaliação da fase 3 dos ensaios clínicos, a última antes do pedido de aprovação pelas autoridades de saúde.

Os resultados preliminares revelam que os voluntários que receberam a segunda das duas doses da vacina experimental desenvolveram anticorpos contra o novo coronavírus SARS-CoV-2 sete dias depois da inoculação.

"Mais de oito meses depois do início da pior pandemia em mais de um século, consideramos que esta etapa representa um avanço significativo para o mundo nesta batalha contra a Covid-19", declara o diretor-geral da Pfizer, Albert Bourla, em comunicado.

"O primeiro conjunto de resultados da fase 3 do nosso ensaio da vacina Covid-19 fornece uma prova inicial da capacidade da nossa vacina para prevenir a Covid-19", garante.

Esta análise de resultados diz respeito a um pequeno número de voluntários - 94 casos confirmados de Covid-19 - num total de 43.538 participantes em todo o mundo, mas a Pfizer avança que são resultados encorajadores.

Pedido de aprovação de emergência previsto ainda para este mês

As farmacêuticas avançam ainda que contam dar entrada com o pedido de aprovação de emergência perante as autoridades de saúde dos EUA na terceira semana de novembro, "pouco depois de a etapa de segurança ser alcançada".

Os ensaios clínicos vão continuar, nomeadamente para a recolha de todos os dados referentes a 164 doentes que foram inoculados.

As duas farmacêuticas prevêm fornecer 50 milhões de doses da sua vacina em todo o mundo ainda este ano e até 1,3 mil milhões de doses em 2021.

Vacina é uma das que Portugal "prevê adquirir”

A diretora-geral da Saúde disse esta segunda-feira que Portugal prevê comprar a vacina da farmacêutica norte-americana Pfizer.

Graça Freitas diz que se a vacina tiver o nível de eficácia anunciado, será “uma das melhores vacinas que teremos” e que, por isso, “é uma boa notícia”.

As vacinas mais promissoras no combate à Covid-19

Laboratórios por todo o mundo estão numa corrida contra o tempo para desenvolver uma vacina contra o novo coronavírus. Há dezenas de equipas a testar várias candidatas a vacina, algumas estão mais avançadas e são promissoras, mas os cientistas avisam que nenhuma deverá estar pronta antes do fim deste ano ou mesmo no próximo ano.

Segundo o London School of Hygiene & Tropical Medicine, (que tem um gráfico que mostra o progresso das experiências) há 259 projetos e 54 estão na fase de ensaios clínicos, sendo que 10 estão na fase III - que consiste na inoculação da vacina em milhares de voluntários a fim de determinar se impede de facto a infeção.

O projeto da Pfizer e da BioNTech é um dos mais promissores, a que se juntam o da Universidade de Oxford e AstraZeneca, da Moderna, dos laboratórios Sanofi e GSK, de vários projetos chineses, nomeadamente da CanSinoBIO que já obteve autorização para administrar a vacina em militares chineses.

Plataforma global COVAX

O mecanismo COVAX é uma plataforma global para o desenvolvimento de vacinas contra a Covid-19, apoiada pela Organização Mundial da Saúde, para um acesso equitativo às vacinas a preços acessíveis.

Participam vários países, instituições e organizações, como a União Europeia.

No total, de acordo com os últimos dados oficiais em outubro, 184 países aderiram até agora ao mecanismo internacional de compra e distribuição de vacinas: 92 países de rendimentos baixos e médios que receberão as doses gratuitas e 92 países de " rendimento alto" que passarão pela Covax para se abastecerem, mas terão de pagar pelas doses do próprio bolso.

Pandemia já matou mais de 1,25 milhões de pessoas no mundo

A pandemia de covid-19 provocou pelo menos 1.251.980 mortos em mais de 50 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Cerca de 1 em cada 5 mortes têm lugar nos EUA, o país mais afetado no mundo, com mais de 237 mil mortos e quase 10 milhões de casos.

Com um total de 126.611 mortes, a Índia é o terceiro país do mundo com mais óbitos, a seguir aos Estados Unidos e Brasil, segundo a contagem da universidade Johns Hopkins.

Portugal com mais 63 mortes e 4.096 novos casos de Covid-19

A Direção-Geral da Saúde (DGS) anunciou no boletim diário desta segunda-feira que há mais 63 mortes e 4096 novos casos de covid-19 em Portugal. No total, o país regista 2959 vítimas mortais e 183.420 infetados pelo novo coronavírus, desde o início da pandemia.

Nas últimas 24 horas estão mais 13 doentes internados nas Unidades de Cuidados Intensivos, totalizando 391.

Em relação aos internamentos em enfermaria estão 2651 pessoas internadas, mais 129 do que no domingo .

A DGS revela que estão ativos 78.378 casos de infeção, mais 1731 do que no domingo. Também nas últimas 24 horas foram dados como recuperadas 2302 pessoas, num total de 102.083 desde o início da pandemia.

As autoridades de saúde têm agora sob vigilância 90.088 pessoas, menos 418 que nas últimas 24 horas.

No que diz respeito aos 4096 novos casos, 2265 registam-se na região Norte, 1217 em Lisboa e Vale do Tejo, 379 na região Centro, 148 no Alentejo, 60 no Algarve, 16 nos Açores e 11 na Madeira.

Das 63 mortes a lamentar nas últimas 24 horas, 33 - mais de metade - ocorreram na região Norte, 22 em Lisboa e Vale do Tejo, 5 na região Centro, uma no Alentejo, uma no Algarve e uma na Madeira.

Links úteis

Mapa com os casos a nível global