Coronavírus

UE assegura 400 milhões de doses de potencial vacina de Oxford contra a Covid-19

Thomas Peter

Compra da vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford e pelo laboratório AstraZeneca, anuncia Von der Leyen.

Especial Coronavírus

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, anunciou hoje que a União Europeia assegurou a compra da potencial vacina contra a Covid-19 que está a ser desenvolvida pela farmacêutica AstraZeneca e Universidade de Oxford, uma das cinco mais avançadas.

"A Comissão Europeia concluiu o primeiro acordo de compra de até 400 milhões de doses da futura vacina contra a Covid-19 da AstraZeneca. Estamos empenhados em garantir a saúde dos europeus e dos nossos parceiros a nível mundial".

O acordo prevê a compra de 300 milhões de doses da vacina em nome dos Estados-membros.da UE, com uma opção de compra de mais 100 milhões, caso a vacina se revele eficaz.

Em comunicado, a Comissão Europeia revelou ainda que continua a discutir acordos semelhantes com outros fabricantes de vacinas.

Vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford e laboratório AstraZeneca

A 1 de julho , a equipa da Universidade de Oxford, que está a desenvolver a potencial vacina AZD1222 com o laboratório britânico AstraZeneca, afirmou ter alcançado um resultado encorajador nos testes clínicos com voluntários que desenvolveram uma resposta imunitária

Em declarações ao Parlamento britânico, a líder da equipa Kate Bingham recusou no entato dar um prazo concreto para a finalização da vacina.

A 20 de julho foi publicado na revista científica The Lancet o resultado encorajador da fase I/II dos ensaios clínicos.

A candidata a vacina já se encontra agora na fase II/III de ensaios clínicos em larga escala.

Governo britânico assegurou compra de mais duas vacina, no total já são seis

Por seu lado, o Governo britânico assinou esta semana mais dois acordos para assegurar o fornecimento de vacina contra a Covid-19, anunciaram duas farmacêuticas norte-americanas. No total, o Reino Unido já assegurou a compra de seis potenciais vacinas.

A Johnson & Johnson afirmou que sua unidade Janssen Pharmaceutica fornecerá ao Governo do Reino Unido 30 milhões de doses da sua vacina candidata Ad26.COV2.S

O acordo de compra antecipada também oferece a opção para uma compra adicional de até 22 milhões de doses.

Por seu lado, a Novavax anunciou que o Reino Unido assinou acordo de compra de 60 milhões de doses de sua vacina candidata contra o coronavírus, NVX-CoV2373,

Com seis acordos assinados até agora, o Reino Unido e os Estados Unidos lideram a corrida global para fechar acordos com fabricantes de vacinas, numa altura em que a pandemia continua a alastrar.

O Reino Unido assegura 362 milhões de doses para uma população de 66 milhões.

Nenhuma das mais de 200 vacinas em desenvolvimento provaram eficácia.

Mais de 20 vacinas contra a Covid-19 estão a ser testadas em humanos

As vacinas mais promissoras no combate à Covid-19

Laboratórios por todo o mundo estão numa corrida contra o tempo para desenvolver uma vacina contra o novo coronavírus. Há dezenas de equipas a testar várias candidatas a vacina, algumas estão mais avançadas e são promissoras, mas os cientistas avisam que nenhuma deverá estar pronta antes do fim deste ano.

Segundo o London School of Hygiene & Tropical Medicine, (que tem um gráfico que mostra o progresso das experiências) há 231 projetos e 5 estão na fase de ensaios clínicos - que consiste na inoculação da vacina em milhares de voluntários a fim de determinar se impede de facto a infeção.

Os resultados mais encorajadores vêm da Pfizer e da BioNTech, da Moderna, do projeto entre a Universidade de Oxford e a AstraZeneca e de vários projetos chineses, nomeadamente da CanSinoBIO que já obteve autorização para administrar a vacina em militares chineses.

Pandemia já causou mais de 750 mil mortes em todo o mundo

Mais de 750 mil pessoas morreram em todo o mundo e quase 21 milhões estão infetadas com Covid-19, segundo um balanço da AFP na noite de quinta-feira, numa altura em que muitos países estão a impor novas restrições devido ao ressurgimento da doença.

A América Latina e as Caraíbas são a região com o maior número de mortos, registando cerca de 230 mil.

O diretor regional da Organização Mundial de Saúde, Matshidiso Moeti, alertou que em África a reabertura das economias vai levar a um aumento de casos neste continente.

Os Estados Unidos são o país com mais mortos (166.027) e também com mais casos de infeção confirmados (quase 5,2 milhões).

Seguem-se Brasil (104.201 mortos, mais de 3,1 milhões de casos), México (54.666, mais de 498 mil infetados), Índia (47.033, quase 2,4 milhões infetados) e Reino Unido (46.706 mortos, mais de 313 mil casos).

A Rússia, com 15.353 mortos, é o quarto país do mundo em número de infetados, depois de EUA, Brasil e Índia, com mais de 905 mil casos, seguindo-se a África do Sul, com mais de 568 mil casos e 11.621 mortos.

Na Europa, o maior número de vítimas mortais regista-se no Reino Unido (46.706 mortos, mais de 313 mil casos), seguindo-se Itália (35.235 mortos, mais de 252 mil casos), França (30.388 mortos, mais de 331 mil casos) e Espanha (28.579 mortos, mais de 337 mil casos).

Portugal com 1.772 mortes e 53.783 casos de Covid-19

A Direção-Geral da Saúde (DGS) anunciou esta sexta-feira a existência de 1.772 mortes e 53.783 casos de Covid-19 em Portugal, desde o início da pandemia.

O número de mortes subiu de 1.770 para 1.772, mais 2 do que na quinta-feira. Já o número de infetados aumentou de 53.548 para 53.783, mais 235.

O número de pessoas internadas é de 348, menos 10 do que na quinta-feira, e nos cuidados intensivos estão 41 pessoas, mais 2.

O número de doentes dados como recuperados de covid-19 voltou a aumentar nas últimas 24 horas para 39.374, mais 197 do que na quinta-feira.

Grande Lisboa em situação de contingência pelo menos até ao final do mês

Links úteis

Mapa com os casos a nível global