Coronavírus

Vacina contra a covid-19. Pausas são "a melhor garantia de que os ensaios estão a ser feitos da forma correta"

Quão perto estamos de uma vacina para a Covid-19? Os avanços e recuos em análise na Edição da Noite.  

Especial Coronavírus

Miguel Castanho, investigador do Instituto de Medicina Molecular da Universidade de Lisboa, e Alexandrina Ferreira Mendes, professora da Faculdade de Farmácia da Universidade de Coimbra, estiveram esta quarta-feira na Edição da Noite, da SIC Notícias, para uma análise aos avanços e recuos para encontrar uma vacina contra a covid-19.

Alexandrinha Ferreira Mendes diz que as pausas nos ensaios clínicos são "a melhor garantia de que os ensaios estão a ser feitos da forma correta", ou seja, que estão a ser devidamente controlados e, por isso, permitem detetar situações ou efeitos adversos. Para a professora, isso é essencial para garantir a segurança do novo medicamento.

Miguel Castanho reconhece que estas pausas forçadas são comuns para quem desenvolve medicamentos e vacinas. O investigador diz que não comprometem o desfecho do processo, mas sim o calendário.

A suspensão de vacinas e tratamentos

A farmacêutica norte-americana Eli Lilly suspendeu o ensaio clínico do tratamento experimental com anticorpos contra a covid-19. A empresa não explicou os motivos da suspensão, dizendo apenas tratarem-se de questões de segurança.

O produto estudado era do mesmo tipo do que foi ministrado ao Presidente dos Estados Unido, quando esteve internado e que, segundo Trump, o fez sentir-se curado.

Também a Johnson & Johnson anunciou a suspensão dos testes à vacina desenvolvida pela empresa.

Neste momento há 49 vacinas em estudo, das quais 10 já chegaram à fase de testes em larga escala.