Coronavírus

Primeira noite de recolher obrigatório. Silêncio interrompido por um tiroteio em Lisboa

TIAGO PETINGA

Em Lisboa a noite foi quase sem vida.

Especial Coronavírus

Quase sem vida noturna e com o comércio encerrado, a primeira noite de recolher obrigatório em Lisboa, no âmbito do estado de emergência devido à covid-19, foi marcada por ações de fiscalização nas ruas, inclusive nos transportes públicos, e um tiroteio na Avenida da Liberdade.

Tiroteio interrompeu noite calma em Lisboa

As autoridades estão a investigar o incidente que envolveu os ocupantes de duas viaturas ligeiras, não se sabendo, no entanto, quantas pessoas estão envolvidas. À Renascença, fonte da PSP indica que os suspeitos estão em fuga e que têm decorrido perícias no local desde a madrugada.

Sem registo de feridos, o trânsito esteve condicionado e foi vedado o perímetro do local do crime, onde esteve a Polícia Judiciária.

Ações de fiscalização sem incidentes

A PSP e a GNR estão a fiscalizar o cumprimento do recolher obrigatório imposto pelo novo estado de emergência. A medida entrou em vigor na segunda-feira nos 121 concelhos com risco elevado de transmissão de covid-19.

Durante a semana, entre as 23h00 e as 05h00 está proibida a circulação. O mesmo se aplica ao fim de semana a partir das 13h00. Em Lisboa e no Porto, os condutores foram obrigados a parar e justificar a circulação na via pública.

A primeira abordagem das forças de segurança é a sensibilização dos cidadãos para as novas regras, pelo que "a participação do crime de desobediência é utilizada em último recurso", explicou o comissário Artur Serafim à Lusa, fazendo um balanço "muito positivo" das várias operações de fiscalização no âmbito da entrada em vigor do estado de emergência, sem registo de nenhum crime de desobediência.

A maioria das pessoas vinha do trabalho e pretendia regressar a casa, dispondo de declaração da entidade patronal. A proibição de circulação na via pública nos 121 concelhos prevê um conjunto de 13 exceções de deslocações autorizadas, em que se incluem desempenho de funções profissionais como profissionais de saúde e agentes de proteção civil, obtenção de cuidados de saúde, ir a estabelecimentos de venda de produtos alimentares e de higiene, assistência de pessoas vulneráveis, exercício da liberdade de imprensa e passeios pedonais de curta duração.

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