Coronavírus

Vacina contra a Covid-19 pode chegar a Portugal em janeiro

Revelação foi feita pela ministra da Saúde.

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A ministra da Saúde referiu esta quarta-feira que a União Europeia está a negociar o acesso às vacinas “eficazes e seguras” para todos os Estados-membros.

Marta Temido reforça “a possibilidade de uma das vacinas estar pronta” em janeiro de 2021 e reitera a necessidade de Portugal estar "preparado para assegurar o armazenamento e a administração segura da vacina”.

A ministra revelou ainda que Portugal vai definir os critérios para a vacinação “a curto prazo”.

Primeiros a ser vacinados serão conhecidos em dezembro

A ministra anunciou também que, em dezembro, serão conhecidos os grupos prioritários a serem vacinados.

Como armazenar as vacinas, onde será feita a toma e quem serão os primeiros a ser vacinados são algumas das decisões em cima da mesa que deverão ser tornadas públicas "no início de dezembro", revelou Marta Temido.

Vacina da Pfizer/BioNTech com 95% de eficácia no final do ensaio clínico

A vacina desenvolvida pela norte-americana Pfizer e a alemã BioNTech tem uma eficácia de 95% na prevenção da Covid-19, revelam os resultados finais e completos do ensaio clínico em larga escala.

Em comunicado, as duas farmacêuticas demonstram que os resultados finais da sua vacina BNT162b2 foram melhores que os preliminares avançados na semana passada que demonstravam uma eficácia de 90%.

Avançam ainda que os efeitos secundários foram diminutos, que evitou formas leves e graves de Covid-19 e foi 94% eficaz em adultos mais velhos.

PEDIDO DE AUTORIZAÇÃO IMEDIATA

As farmacêuticas avançam ainda que contam dar entrada com o pedido de aprovação de emergência "dentro de poucos dias" perante as autoridades de saúde dos EUA agora que foram alcançados os requisitos de segurança.

A FDA poderá dar a autorização de comercialização no mês de dezembro.

As duas farmacêuticas prevêm fornecer 50 milhões de doses da sua vacina em todo o mundo ainda este ano e até 1,3 mil milhões de doses em 2021.

EFEITOS SECUNDÁRIOS LEVES

Participaram no ensaio clínico, que começou em julho, 43.538 voluntários de vários países.

Foram contabilizados contabilizou 170 casos de infeção pelo novo coronavírus entre os voluntário. Segundo o relatório, 162 infecções ocorreram em pessoas que receberam placebo, ou uma solução salina simples, enquanto oito casos ocorreram em participantes que receberam a vacina - isto significa uma eficácia de 95%.

"A eficácia foi consistente no que respeita a idade, raça e etnia. A eficácia observada em adultos com mais de 65 anos foi de mais de 94%", segundo a Pfizer e a BioNTech.

Quanto a efeitos secundários não foram graves, a vacina evitou ainda formas mais graves de Covid-19.

"Até o momento, o Comité de Moitorização de Dados para o estudo não relatou nenhuma preocupação séria de segurança relacionada com a vacina". “O único efeito adverso de Grau 3 (grave) maior ou igual a 2% após a primeira ou segunda dose foi fadiga :em 3,7% após a dose 2”.