Coronavírus

Covid-19. Há hospitais com a capacidade de UCI esgotada 

Lúcia Amorim

Lúcia Amorim

Editora de Imagem

O número de doentes nos cuidados intensivos é o mais alto desde o início da pandemia. Muitas unidades de saúde estão a desviar recursos de outras áreas de forma a aumentar a capacidade de resposta à covid-19. 

Especial Coronavírus

O Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa aumentou a capacidade de UCI de 10 para 16 camas para doentes infetados e já alcançou a lotação máxima. Em enfermaria, estão 182 utentes.

No Porto, o hospital de Santo António tem 126 camas ocupadas de uma capacidade total de 156 na enfermaria covid. Há 31 infetados em UCI e sobram cinco camas.

No São João, há mais de 170 internados com covid-19, dos quais 50 em cuidados intensivos.

Nos hospitais da Feira e de Aveiro estão mais de 150 pessoas internadas, 27 na unidade para doentes mais críticos.

Os dois centros hospitalares já aumentaram a capacidade de resposta à covid-19.

No hospital de Aveiro estão ocupadas as quatro camas de intensivos, mas na próxima semana, o serviço passa a ter capacidade para 10 infetados.

Também o hospital da Feira vai expandir o internamento, com a abertura de uma unidade Covid com mais 20 camas de UCI.

Em Lisboa e Vale do Tejo, o número de hospitalizações continua a subir. Há 787 infetados em enfermaria e 126 doentes em unidades de cuidados intensivos.

Entre os casos mais problemáticos, está o hospital de Almada.

O Garcia de Orta já ultrapassou a capacidade de cuidados intensivos para covid, com 13 doentes para nove camas.

António Lacerda Sales, secretário de Estado Adjunto e da Saúde, assegura que nenhum doente ficará sem atendimento, já que os hospitais trabalham em rede, primeiro regional e depois inter-regional.

No Hospital Beatriz Ângelo, em Loures, todas as camas em cuidados intensivos estão ocupadas há vários dias. Seis dos 9 doentes estão ventilados.

Já o número de utentes em enfermaria registou uma ligeira queda.