Coronavírus

Governo espanhol descarta obrigatoriedade da vacina contra a covid-19

Luca Bruno

População em Espanha deverá começar a ser vacinada em janeiro.

Especial Coronavírus

O Governo espanhol descarta a obrigatoriedade da vacina contra a covid-19. De acordo com a lei espanhola, toda a vacinação é voluntária no país, com algumas exceções, como a de uma pandemia.

O presidente do Governo espanhol, Pedro Sánchez, anunciou este domingo que a população deverá começar a ser vacinada em janeiro e espera vacinar grande parte da população em apenas seis meses.

Fernando Alvarado

De acordo com as explicações do líder do Governo, que falou à comunicação social após a reunião virtual do G20, o plano de vacinação espanhol deve ser aprovado hoje pelo Conselho de Ministros e assenta em cinco eixos de atuação, dos quais sobressaem a definição de 13.000 pontos de vacinação e uma estratégia nacional única, desenvolvida por um grupo multidisciplinar de peritos.

"Todos os anos, 10 milhões de pessoas são vacinadas em Espanha contra a gripe. Por conseguinte, considera-se que o Sistema Nacional de Saúde está preparado para atingir este objetivo. Um exemplo: este ano, em oito semanas, 14 milhões de pessoas foram vacinadas", referiu Sánchez, assegurando que os grupos considerados prioritários vão ter acesso à vacina.

Europa com primeiros sinais de reabertura, depois de um mês de restrições apertadas

Depois de um mês ou mais de medidas apertadas para conter a pandemia, Inglaterra, Alemanha e regiões de Espanha ensaiam primeiros sinais de reabertura.

Em Espanha, os restaurantes, bares, teatros e cinemas reabriram na Catalunha, mas mantém-se o recolher obrigatório.

No dia em que o rei Felipe VI entra em quarentena devido ao contato com uma pessoa que testou positivo à covid-19, entrou em vigor uma medida anunciada há algumas semanas: o país exige teste ao coronavírus nos aeroportos à chegada.