Coronavírus

Vacina da Moderna contra a Covid-19. Bruxelas fecha acordo para compra de 160 milhões de doses 

Este é o sexto contrato do género entre farmacêuticas e a Comissão Europeia.

Especial Coronavírus

A Comissão Europeia fechou mais um acordo para a compra de vacinas contra a Covid-19, agora com o laboratório Moderna. O contrato prevê 160 milhões de doses para distribuir pelos estados membros.


O anúncio foi foi feito esta manhã pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, que sublinha a eficácia da vacina.

"Estou feliz por anunciar que aprovámos hoje um novo contrato para garantir mais uma vacina contra a Covid-19 no nosso portfolio. Este contrato permite-nos comprar até 160 milhões de doses de uma vacina produzida pela Moderna", afirmou Ursula von der Leyen, acrescentando que, "de acordo com os resultados dos ensaios clínicos, esta vacina pode ser extremamente eficaz contra a Covid-19".


Von der Leyen sublinhou que, "uma vez que fique efetivamente provado que a vacina é segura e eficaz, cada Estado-membro recebê-la-á ao mesmo tempo, numa base proporcional e nas mesmas condições".


A presidente do executivo comunitário lembrou que este é já o sexto contrato celebrado pela Comissão Europeia com uma empresa farmacêutica para o seu portfolio de vacinas contra a Covid-19 e, sem revelar pormenores, adiantou que já está a trabalhar "ainda em mais um".

"Estamos a constituir um dos portfolios de vacinas para a Covid-19 mais abrangentes do mundo. Tal dará aos europeus acesso às futuras vacinas mais promissoras até agora em desenvolvimento", completou.


A Comissão Europeia já assinara contratos com a AstraZeneca (300 milhões de doses), a Sanofi-GSK (300 milhões), Johnson & Johnson (200 milhões), BioNTech e Pfizer (300 milhões), CureVac (405 milhões).


Na passada quinta-feira, Von der Leyen indicou que a Agência Europeia de Medicamentos (EMA) poderá dar uma primeira autorização comercial às vacinas para a Covid-19 desenvolvidas pela BioNTech e Pfizer e pela Moderna na segunda metade de dezembro.


"A EMA diz-nos que a autorização condicional de mercado - que é ainda uma de fase muito inicial -- pode acontecer já na segunda metade de dezembro, se tudo correr sem qualquer problema", revelou, numa conferência de imprensa no final do Conselho Europeu por videoconferência da última quinta-feira.