Coronavírus

Covid-19. A "logística extraordinariamente difícil" para fazer chegar a vacina ao utente

Plano de vacinação nacional deverá estar pronto na segunda quinzena de dezembro. A análise de Dulce Salzedas, jornalista da SIC.

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Dulce Salzedas afirma que o plano nacional de vacinação contra a covid-19 deverá estar pronto na segunda quinzena de dezembro e explica a complexa logística necessária para fazer chegar a vacina às pessoas.

A jornalista da SIC diz que Portugal se atrasou a apresentar o plano de vacinação, mas reconhece que isso não quer dizer que, no dia em que chegarem as vacinas, o plano não vá estar completo. Revela que um coordenador da comissão de vacinação afirmou que espera que o plano esteja pronto na segunda quinzena de dezembro.

"Se for na segunda quinzena de dezembro, estaremos bem a tempo de ficar tudo pronto antes das vacinas chegarem a Portugal"

Dulce Salzedas considera que o armazenamento das vacinas em Portugal não será um problema, mesmo daquela que precisa de ser armazenada a 70 graus negativos.

"O grande problema que se vai colocar, quer em Portugal, quer no resto da Europa, tem a ver com o circuito do medicamento"

A jornalista explica que parte do circuito será assegurado pelas farmacêuticas e o restante terá de ser feito por entidades credenciadas, como é o caso das distribuidoras ou armazenistas de medicamentos. No entanto, os distribuidores de medicamentos autorizados podem não ter as cubas que mantém as vacinas a tão baixas temperaturas como 70 graus negativos.

Dulce Salzedas considera que este circuito "não será fácil" e revela que as farmacêuticas só se responsabilizam pelo medicamento se for cumprido todo o processo que tem de ser certificado.

"Toda essa logística é extraordinariamente difícil de implementar e obrigará a algumas alterações neste circuito"