Coronavírus

Portugueses antecipam-se às medidas do Governo, 71% vão passar o Natal em casa

Mesa com decorações de Natal

Canva

Estudo "Christmas 2020 Unboxing" revela que portugueses estão também a pensar gastar menos com a ceia de Natal.

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A grande maioria dos portugueses está com medo de sair de casa no Natal e na passagem de ano. É a conclusão de um estudo hoje divulgado e que revela que 71% dos inquiridos vai fazer a ceia de Natal em casa. Em 2019, apenas 44% não saiu de casa.

Em relação à passagem de ano, em 2019, 51% das pessoas jantaram em casa e este ano 81% afirma que não vai sair.

O estudo "Christmas 2020 Unboxing" dá ainda conta que mesmo sem saber as medidas que o Governo vai impor para a época festiva, os portugueses estão a antecipar-se e a organizar-se.

Este ano, haverá menos pessoas sentadas às mesas da ceia de Natal. Se em 2019 a média era de 12 pessoas por casa, este ano o será cerca de metade. Os portugueses estão ainda a pensar gastar menos com a ceia de Natal e só 1% dos inquiridos respondeu que iria jantar a um hotel ao restaurante.

Este estudo contou com a participação de 500 pessoas residentes em Portugal, com idades entre os 20 e os mais de 65 anos.

"Vamos ter Natal, com mais ou menos pessoas"

A diretora-geral da Saúde diz acreditar que vai ser possível comemorar o Natal, mesmo com restrições. Graça Freitas espera que na altura possa haver um abrandamento das medidas de restrição.

Aligeirar muito as medidas no Natal "poderá levar a uma terceira vaga"

Paulo Paixão, presidente da Sociedade Portuguesa de Virologia, concorda que vai ter de existir algum equilíbrio das medidas de contenção da pandemia de covid-19 no Natal, mas alerta que terá de haver moderação. Em causa poderá estar o aparecimento de uma terceira vaga.

“Temos de entender que até nós termos a questão das vacinas resolvidas nós vamos andar um pouco a subir e a descer” explica Paulo Paixão referindo que “já estamos a ver efeitos destas medidas”. “Não podemos estar à espera de que vamos chegar ao Natal” com um “vale profundo” na curva epidemiológica, sublinha lembrando que "não passamos de um pico de montanha para um vale profundo”.

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