Coronavírus

Plano de vacinação da covid-19 no Brasil: idosos e indígenas são grupos prioritários

Silvia Izquierdo

O Brasil é o país lusófono mais afetado pela pandemia e um dos mais atingidos no mundo.

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O Brasil dará prioridade a idosos, profissionais de saúde e indígenas na vacinação contra a covid-19, segundo uma estratégia "preliminar" de vacinação divulgada hoje pelo Ministério da Saúde.

De acordo com a tutela, o plano será dividido em quatro etapas de prioridade, sendo a primeira destinada a trabalhadores da área da saúde, população idosa a partir dos 75 anos, cidadãos com 60 anos ou mais que vivem em instituições de longa permanência, como lares ou instituições psiquiátricas, e à população indígena.

A segunda fase abrange pessoas entre os 60 e 74 anos, a terceira fase é destinada a pacientes com comorbidades que apresentem maior probabilidade de agravamento da doença, como portadores de doenças renais crónicas e cardiovasculares, e a quarta, e última, engloba "professores, forças de segurança e salvamento, funcionários do sistema prisional e população privada de liberdade".

O executivo não indicou as datas em que prevê a realização de cada fase.

"Ao todo, os quatro momentos da campanha somam 109,5 milhões de pessoas imunizadas, em duas doses, como previsto pelos esquemas vacinais dos imunizantes já garantidos pelo Ministério da Saúde: Fiocruz/AstraZeneca e por meio da aliança Covax Facility", indicou em comunicado o Ministério da Saúde do Brasil.

Na sexta-feira, o Ministério da Saúde já tinha indicado que uma vacina contra a covid-19 não deverá estar disponível para toda a população do Brasil, país com cerca de 212 milhões de habitantes.

A coordenadora do Programa Nacional de Imunizações (PNI), Francieli Fantinato, frisou que o plano em causa é "preliminar" e pode sofrer alterações, a depender de novos acordos com outras farmacêuticas, após regulamentação pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), órgão regulador do Brasil.

As "definições preliminares" da estratégia não citam a vacina CoronaVac, da farmacêutica chinesa Sinovac, que entrou no país sul-americano através de uma parceria entre a farmacêutica chinesa Sinovac e o Instituto Butantan, vinculado às autoridades do estado de São Paulo, governado por João Doria.

A Coronavac está na fase final de testes e o governo de São Paulo já firmou um acordo para a compra de 46 milhões de doses, assim como para a transferência de tecnologia para o Instituto Butantan.

O executivo brasileiro frisou que já tem garantidas, até ao momento, 142,9 milhões de doses de imunizantes, através dos acordos entre a Fiocruz/AstraZeneca (100,4 milhões de doses) e Covax Facility, iniciativa liderada pela Organização Mundial da Saúde(42,5 milhões).

O Ministério da Saúde informou ainda que negoceia novas aquisições de seringas e agulhas para conseguir colocar em prática o plano de vacinação contra o novo coronavírus.

"Encontra-se em andamento processo de compra de 300 milhões de seringas e agulhas no mercado nacional para aplicação das doses, e outras 40 milhões no mercado internacional", informou a tutela.

O Brasil é o país lusófono mais afetado pela pandemia e um dos mais atingidos no mundo, ao contabilizar o segundo maior número de mortos (mais de 6,3 milhões de casos e 173.817 óbitos), depois dos Estados Unidos.

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    Despir a camisola aquando da celebração de um golo é proibido pelas leis de jogo. Penso que toda a gente sabe disso. Aliás, basta apenas que um qualquer jogador cubra a cabeça usando essa peça de equipamento para ser sancionado.

    Duarte Gomes