Coronavírus

Agência Europeia do Medicamento dá "luz verde" à vacina da Moderna para a covid-19

Jessica Hill

Segunda vacina com autorização condicional na União Europeia.

Saiba mais...

A Agência Europeia do Medicamento (EMA) recomendou hoje a utilização condicional da vacina da farmacêutica norte-americana Moderna para a covid-19 nos países da União Europeia em pessoas com mais de 18 anos.

Após esta autorização, o último passo para que a vacina possa ser de facto administrada é a aprovação pela Comissão Europeia.

"A EMA recomenda conceder autorização de comercialização condicional para a vacina contra a covid-19 da Moderna para prevenir a doença em pessoas com mais de 18 anos", indica o comunicado.

A aprovação surge depois de o comité de medicamentos para uso humano da EMA (CHMP) ter "avaliado exaustivamente os dados sobre a qualidade, segurança e eficácia da vacina e ter recomendado por consenso a concessão de uma autorização formal condicional de comercialização pela Comissão Europeia", adianta o regulador comunitário na nota de imprensa.

A vacina da Moderna, com uma eficácia comprovada superior 90%, é a segunda a ter aval da EMA, após a aprovação, a 21 de dezembro de 2020, do fármaco desenvolvido pelas farmacêuticas Pfizer e BioNTech, que está a ser utilizado no espaço europeu desde 27 de dezembro.

Eficácia geral de 94,1% e de 90,9% nos casos graves

A diretora executiva da EMA, Emer Cooke, afirma, citada pelo comunicado, que a vacina da Moderna é mais "outro instrumento para superar a atual emergência" gerada pela pandemia de covid-19.

"É uma prova dos esforços e empenho de todos os envolvidos termos esta segunda recomendação positiva de vacina, apenas um ano desde que a pandemia foi declarada pela OMS", adianta a responsável.

Um amplo ensaio clínico promovido pela Moderna, envolvendo 30 mil pessoas, revelou que a vacina desta farmacêutica norte-americana foi eficaz na prevenção da covid-19 em pessoas com mais de 18 anos, com uma eficácia geral de 94,1% e de 90,9% nos casos graves.

Tal como a vacina da Pfizer e BioNTech, a da Moderna é administrada por duas injeções no braço separadas no tempo, tendo neste caso 28 dias de intervalo.

E à semelhança de outras vacinas, esta da Moderna para a covid-19 tem efeitos secundários ligeiros como dor e inchaço no local da injeção, cansaço, arrepios, febre, gânglios linfáticos inchados ou sensíveis debaixo do braço, dor de cabeça, dores musculares e articulares, náuseas e vómitos.

A EMA adianta no comunicado que "a segurança e eficácia da vacina continuará a ser monitorizada à medida que for sendo utilizada em toda a UE, através do sistema de farmacovigilância e de estudos adicionais realizados pela empresa e pelas autoridades europeias".

Segunda vacina aprovada na União Europeia

Esta é a segunda vacina autorizada na União Europeia, depois da do consórcio Pfizer-BioNTech, que começou a ser administrada em 27 de dezembro em Portugal e em outros países europeus.

O regulador europeu tem abertos, desde 1 de dezembro de 2020, dois processos de revisão em tempo real das vacinas desenvolvidas pela farmacêutica Janssen, filial da norte-americana Johnson & Johnson, e pela Universidade de Oxford e pela farmacêutica britânica AstraZeneca, embora nenhuma delas tenha ainda solicitado uma autorização condicional para o seu uso na União Europeia.

Pandemia já matou pelo menos 1.86 milhões de pessoas no mundo

A covid-19 já matou pelo menos 1.869.674 pessoas no mundo desde o início da pandemia em dezembro de 2019, segundo o levantamento realizado hoje pela agência de notícias AFP de fontes oficiais às 11:00.

Mais de 86.395.630 casos de infeção foram oficialmente diagnosticados desde o início da epidemia, dos quais pelo menos 53.992.400 pessoas já foram consideradas curadas.

Na terça-feira, 15.769 novas mortes e 759.669 novos casos foram registados em todo o mundo.

Os países que registaram nesse dia o maior número de mortes segundo os levantamentos mais recentes são os Estados Unidos com 3.936 novas mortes, Brasil (1.171) e México (1.065).

Os Estados Unidos são o país mais afetado em termos de mortes e casos, com 357.377 mortes para 21.050.709 casos, de acordo com o levantamento realizado pela Universidade Johns Hopkins.

Depois dos Estados Unidos, os países mais afetados são o Brasil, com 197.732 mortes e 7.810.400 casos, a Índia com 150.114 óbitos (10.374.932 casos), o México com 128.822 mortes (1.466.490 casos) e a Itália com 76.329 óbitos (2.181.619 casos).

Entre os países mais atingidos, a Bélgica é o que apresenta o maior número de mortes em relação à sua população, com 171 mortes por 100.000 habitantes, seguida pela Eslovénia (139), Bósnia (128), Itália (126) e Macedónia do Norte (123).

A Europa totalizou hoje, às 11:00, 596.360 mortes para 27.697.573 casos, a América Latina e Caribe 516.447 óbitos (15.919.646 casos), os Estados Unidos e Canadá 373.564 mortes (21.667.774 casos), a Ásia 222.559 óbitos (14.102.248 casos), o Médio Oriente 91.058 mortes (4.095.329 casos), a África 68.741 mortes (2.881.845 casos) e a Oceânia 945 óbitos (31.222 casos).

Links úteis

Mapa com os casos a nível global