Coronavírus

Covid-19. Comissão Europeia autoriza vacina da Moderna

Dado Ruvic

É a segunda vacina a ser autorizada na União Europeia.

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A Comissão Europeia aprovou esta quarta-feira a vacina contra a covid-19 da farmacêutica norte-americana Moderna.

"Hoje, a Comissão Europeia concedeu uma autorização condicional de comercialização para a vacina da covid-19 desenvolvida pela Moderna, a segunda na UE", informa o executivo comunitário em comunicado.

Na rede social Twitter, a presidente da Comissão, Ursula von der Leyen, congratulou-se com a aprovação:

Estamos a providenciar vacinas seguras e eficazes contra a covid-19 para os europeus. Autorizámos a vacina da Moderna, a segunda vacina aprovada na UE. A Europa garantiu até agora 2 mil milhões de doses de potenciais vacinas - mais do que suficiente para nos proteger", pode ler-se na publicação.

Este era o último passo para que a vacina pudesse ser administrada em território europeu, depois de, também hoje, a Agência Europeia do Medicamento (EMA) ter recomendado a utilização condicional da vacina da Moderna.

"A EMA recomenda conceder autorização de comercialização condicional para a vacina contra a covid-19 da Moderna para prevenir a doença em pessoas com mais de 18 anos", indica o comunicado.

Esta é a segunda vacina a ser autorizada na União Europeia, depois de ter sido aprovado o uso da vacina da Pfizer e da BioNTech.

VACINA COM EFICÁCIA SUPERIOR A 90%

A vacina da Moderna, com uma eficácia comprovada superior a 90%, foi a segunda a ter aval da EMA, após a aprovação, a 21 de dezembro de 2020, do fármaco desenvolvido pelas farmacêuticas Pfizer e BioNTech, que está a ser utilizado no espaço europeu desde 27 de dezembro.

Um amplo ensaio clínico promovido pela Moderna, envolvendo 30 mil pessoas, revelou que a vacina desta farmacêutica norte-americana foi eficaz na prevenção da covid-19 em pessoas com mais de 18 anos, com uma eficácia geral de 94,1% e de 90,9% nos casos graves.

Tal como a vacina da Pfizer e BioNTech, a da Moderna é administrada por duas injeções no braço separadas no tempo, tendo neste caso 28 dias de intervalo.

A vacina Moderna baseia-se no ARN de mensageiro (mRNA), tecnologia que assenta na produção de fragmentos inofensivos do vírus que o corpo humano utiliza para construir uma resposta imunitária para prevenir ou combater a doença.

Segundo o executivo comunitário, a Moderna vai disponibilizar à UE o montante total de 160 milhões de doses da vacina entre o primeiro e o terceiro trimestres de 2021, como anteriormente acordado entre Bruxelas e a farmacêutica.

A estes acrescem 300 milhões de doses da vacina distribuída pela Pfizer e BioNTech.

A Comissão Europeia já tem uma carteira com seis outras potenciais vacinas, que além destas duas incluem as desenvolvidas pela AstraZeneca, Sanofi-GSK, Johnson & Johnson e CureVac.

Até ao momento, apenas a Moderna e a Pfizer e BioNTech pediram autorização à EMA.