Coronavírus

Uso de plasma de pessoas recuperadas da covid-19 reduz necessidade de oxigénio em doentes com mais de 65 anos

Francois Lenoir

Conclusões são de um estudo desenvolvido na Argentina que demonstra que o uso de plasma sanguíneo de pessoas recuperadas da covid-19 é eficaz em pessoas com mais de 65 anos com a doença.

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Um estudo desenvolvido pela Fundação Infantil argentina demonstra que o uso de plasma sanguíneo de pessoas recuperadas da covid-19 é eficaz em pessoas com mais de 65 anos com a doença, pois reduz em 60% a possibilidade de necessidade de oxigénio e transforma a doença numa "forte constipação".

Da investigação fez parte uma amostra de 160 adultos com mais de 65 anos, com pelo menos uma doença associada, e as concluções apontam que o plasma "é eficaz na prevenção da covid-19 se tornar numa doença respiratória grave, desde que seja administrado nas primeiras 72 horas após o aparecimento dos sintomas".

"O plasma é apenas um veículo que carrega anticorpos. 28% das pessoas têm, segundo nosso estudo, a quantidade de anticorpos necessária para doar plasma para esse tratamento. Restringindo os dadores àqueles com maiores concentrações de anticorpos, é possível melhorar o desempenho do plasma ainda mais", constatou o diretor da fundação, Dr. Fernando Polack, em declarações incluídas no relatório e citadas pelo El Mundo.


Uma em cada seis pessoas desenvolviam uma forma grave da doença sem este tratamento


De acordo com este estudo, uma em cada seis pessoas teria desenvolvido uma forma grave da doença se não tivesse recebido o plasma com anticorpos.

Os participantes foram divididos em dois grupos, metade recebeu plasma com um alto nível de anticorpos e a outra recebeu placebo. Ninguém sabia em qual dos grupos estava. Dos doentes tratados com plasma, apenas nove necessitaram de oxigénio, contra 23 que receberam placebo.

"Este é o único estudo no mundo contra a SARS-CoV-2 que foi feito com uma metodologia rigorosa de comparação precoce de um grupo com o outro e, portanto, fornece evidências de que a doença não progrediu devido à administração do plasma e não por outros motivos ", explicou a Dra. Romina Libster, uma das responsáveis pela investigação ao El Mundo.