Coronavírus

Covid-19: vacina da Janssen produziu resposta imunitária por dois meses com uma toma

Um laboratório dedicado à Covid-19

Virginia Mayo

Empresa do grupo Johnson & Johnson anunciou imunidade ao novo coronavírus durante "pelo menos 71 dias".

Especial Coronavírus

O grupo empresarial Johnson & Johnson anunciou hoje que a sua vacina contra o novo coronavírus produziu uma resposta imunitária que durou mais de dois meses com uma única toma.

A vacina, desenvolvida pela Janssen Pharmaceutical, uma empresa do grupo, concluiu as primeira e segunda fases dos testes clínicos e a resposta imune que provoca no organismo durou "pelo menos 71 dias" nos participantes entre 18 e 55 anos, segundo dados provisórios divulgados hoje.

Ainda durante o mês de janeiro, o grupo irá divulgar os resultados da terceira fase de ensaios, partindo de uma análise provisória em que a vacina candidata "foi geralmente bem tolerada em todos os participantes".

Após tomarem uma dose da vacina, 90% dos participantes desenvolveram anticorpos neutralizantes 29 dias após a inoculação e 100% entre os 18 a 55 anos tinham anticorpos no 57.º dia, uma reação que se manteve 71 dias depois de terem recebido a vacina.

Também durante este mês, a empresa revelará dados sobre a resposta imunitária desencadeada pela vacina em pessoas com mais de 65 anos.

Se se provar que a vacina de toma única é eficaz e segura, a Janssen vai pedir à autoridade do medicamento norte-americana, a FDA, uma autorização de uso de emergência, seguindo-se o mesmo pedido a outros reguladores pelo mundo.

Utilização do código genético do vírus associado a adenovírus comum

Esta vacina usa uma abordagem genética semelhante às vacinas da Pfizer-BioNtech e Moderna já em aplicação, dando instruções ao corpo para produzir e reconhecer a proteína que o SARS-CoV-2 usa para penetrar nas células.

No entanto, na vacina da Janssen o gene dessa proteína é associado a um adenovírus comum, normalmente associado a constipações, que é desativado e consegue entrar nas células, mas não se consegue replicar ou provocar doenças.

Pandemia já matou quase 1,98 milhões pessoas no mundo

A covid-19 já matou pelo menos 1.979.596 pessoas no mundo e infetou 92.321.290 desde o início da pandemia, em dezembro de 2019, segundo o levantamento realizado hoje pela agência de notícias AFP de fontes oficiais.

Pelo menos 56.637.400 pessoas já foram consideradas curadas.

Na quarta-feira, 16.024 novos óbitos e 725.790 novos casos foram registados em todo o mundo.

Os países que registaram o maior número de novas mortes em seus levantamentos mais recentes são os Estados Unidos com 3.912 novas mortes, Reino Unido (1.564) e Brasil (1.274).

Os Estados Unidos são o país mais afetado em termos de mortes e casos, com 384.784 mortes para 23.077.435 casos, segundo o levantamento realizado pela Universidade Johns Hopkins.

Depois dos Estados Unidos, os países mais afetados são o Brasil com 205.964 mortes e 8.256.536 casos, a Índia com 151.727 óbitos (10.512.093 casos), o México com 136.917 mortes (1.571.901 casos) e o Reino Unido com 84.767 óbitos (3.211.576 casos).

Entre os países mais atingidos, a Bélgica é o que apresenta o maior número de mortes em relação à sua população, com 175 mortes por 100 mil habitantes, seguida pela Eslovénia (148), Bósnia (134), Itália (133), República Checa (129).

A Europa totalizou hoje, às 11:00, 640.448 mortes para 29.760.037 casos, a América Latina e Caraibas 539.287 mortes (16.855.590 casos), os Estados Unidos e Canadá 402.130 mortes (23.757.122 casos), a Ásia 228.110 mortes (14.458.196 casos), o Médio Oriente 92.975 mortes (4.312.152 casos), a África 75.701 mortes (3.146.765 casos) e a Oceania 945 mortes (31.434 casos).

Links úteis

Mapa com os casos a nível global