Coronavírus

"Se me perguntar, de uma forma simples, como é que nós estamos, eu diria: nós estamos em rutura"

Filipe Froes, pneumologista e coordenador do Gabinete de Crise da Ordem dos Médicos, em entrevista à SIC Notícias, alerta que nos próximos dias se deve "esperar o agravamento dos números".

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Portugal registou esta sexta-feira 159 mortes relacionadas com a covid-19 , o valor diário mais elevado desde o início da pandemia. Nos hospitais estão internados 4.560 doentes, dos quais 622 em cuidados intensivos.

Filipe Froes, pneumologista e coordenador do Gabinete de Crise da Ordem dos Médicos, considera que Portugal está "em rutura" e o que se está neste momento a fazer é "adiar o caos".

O médico pneumologista diz que o confinamento geral era "essencial", explicando que um dos objetivos é "evitar a rutura digamos assim, o caos, do Serviço Nacional de Saúde".

No entanto, acredita que este confinamento ainda é "incompleto e parcial", porque "está associado às desvantagens de ter um confinamento sem ter as vantagens".

"Este não era o confinamento que nós precisávamos."

O coordenador do Gabinete de Crise da Ordem dos Médicos considera "imperioso (...) maximizar a sua [do confinamento] efetividade" e por isso acha "necessário rever com urgência a manutenção da abertura de todo o ensino escolar e universitário".