Coronavírus

Investigadores admitem que covid-19 pode tornar-se uma doença crónica

Sintomas persistem muitos meses após a infeção.

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Há cada vez mais investigadores preocupados com o síndroma pós-covid. Admitem que sequelas podem tornar a covid-19 uma doença crónica. Estudos revelam que a maioria dos doentes mantem sintomas após alta hospitalar e durante vários meses.

As dores de cabeça são o sintoma mais comum, que persiste longos meses, mesmo depois da doença ter sido aparentemente ultrapassada.

Mas são inúmeros os doentes que se queixam também de depressão, tonturas, palpitações, dormências e alteração de olfato e paladar.

Na última reunião do Infarmed, um inquérito apresentado pelo epidemiologista Henrique de Barros mostrava que mais de 60% dos inquiridos apontava pelo menos um destes sintomas depois da alta hospitalar.

É desconhecido, no entanto, os efeitos da covid-19 entre a população que não recorreu ao hospital, esteve assintomática ou nem sabia sequer estar infetada.

Portugal tem neste momento cerca de 430 mil doentes recuperados. Os especialistas acreditam que muitos terão de manter acompanhamento médico.

Depois da fase aguda da doença será necessário avaliar órgãos como os pulmões, rins, coração e fígado, até porque os sintomas persistentes incluem em muitos casos, falta de ar, tosse persistente e fadiga extrema.

Segundo o jornal Público, investigadores da Universidade de Leicester, no Reino Unido, demonstraram que cerca de 30% dos doentes que tinham tido alta hospitalar voltaram a ser internados. Muitos necessitaram de fisioterapia.

  • O exemplo inglês 

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    Na década de oitenta, as tragédias de Heysel Park primeiro e de Hillsborough depois, atiraram a credibilidade do futebol inglês para a sarjeta.

    Duarte Gomes