Coronavírus

Covid-19. Ministra da Saúde anuncia novidades sobre o Plano de Vacinação

Vacinação de bombeiros, forças de segurança e titulares de órgãos de soberania começa na próxima semana.

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A ministra da Saúde esteve reunida esta manhã com a task force do Plano de Vacinação contra a covid-19. Uma reunião por videoconferência que foi presidida pelo primeiro-ministro. No final do encontro, Marta Temido fez declarações à comunicação social.

"Cumprimos integralmente e até antecipámos o plano que estava previsto", sublinhou a ministra, que informou também que o país recebeu hoje mais doses da vacina da Pfizer: "Portugal recebeu esta segunda-feira mais 99.450 doses da vacina da Pfizer. Até à data já foram distribuídas 411.600 doses das vacinas da Pzifer e da Moderna".

A governante explicou que, tal como previsto, até ao fim da semana será concluída a vacinação nos lares e nas unidades de cuidados continuados.

"Estima-se que até ao final deste mês estejam vacinados cerca de 100 mil profissionais de saúde". "Até às 19 horas do dia 24 de janeiro" deverão ser "realizadas cerca de 255.700 inoculações de vacina", referiu Marta Temido.

Marta Temido anunciou que o Plano de Vacinação contra a covid-19 vai ser atualizado e vai passar a incluir no primeiro grupo de prioritários os idosos com mais de 80 anos.

A ministra informou que se vai avançar para a vacinação de outros grupos prioritários. Bombeiros, forças de segurança, titulares de órgãos de soberania e maiores de 50 anos com doenças de risco, começam a ser vacinados na próxima semana.

A alteração do prazo de 21 dias entre as duas tomas da vacina da Pfizer/BioNTech que tem sido feita em alguns países mereceu também um comentário da titular da pasta da saúde no Governo, para assumir que o Ministério já pediu um esclarecimento a nível europeu.

"Portugal continua a fazer os 21 dias de intervalo entre as duas tomas da vacina. Fizemos, conjuntamente com outros países, um pedido de apreciação à Agência Europeia do Medicamento (EMA) sobre este tema. Ainda não temos uma recomendação e, por isso, mantemos os 21 dias", frisou.

MIGUEL A. LOPES/POOL

Vacinação de titulares de órgãos de soberania começa na próxima semana

A administração de vacinas contra a covid-19 aos titulares de órgãos de soberania vai começar na próxima semana, confirmou a ministra.

"Seguidamente, iremos avançar para a vacinação dos outros serviços essenciais, como tínhamos previsto: profissionais de emergência pré-hospitalar - designadamente bombeiros -, profissionais de serviços essenciais, forças de segurança e, entre eles, titulares de órgãos de soberania. Iniciarão a sua vacinação a partir da semana que vem", afirmou.

Questionada pelos jornalistas sobre uma eventual ação em relação a membros de direção de alguns lares que receberam doses de vacina sem alegadamente estar em contacto direto com os utentes das instituições, Marta Temido revelou que desta reunião com a task force serão definidos "mecanismos" de controlo destas situações. Sem falar em eventuais sanções, a ministra preferiu apontar à "censura social" destes casos.

"Foram discutidos mecanismos que irão ser estabelecidos para a avaliação de situações de desvio àquilo que são as regras de vacinação de acordo com os grupos prioritários. Esses mecanismos serão aqueles que nos permitirão garantir que estas situações são evitadas e, acontecendo, são objeto da necessária censura, caso se constate que correspondem a situações de vacinação indevida face à ordenação dos grupos prioritários", notou.

Em causa está o episódio da última semana da vacinação do presidente da Câmara Municipal de Reguengos de Monsaraz, José Calixto, que é igualmente presidente da Fundação Maria Inácia Vogado Perdigão Silva (FMIVPS), responsável pelo lar de idosos onde se registou um surto no verão e que provocou a morte de 18 pessoas, tendo sido por via dessa função que viu o seu nome ser incluído na lista de pessoas a vacinar pela instituição.

MIGUEL A. LOPES/POOL

Contudo, os autarcas vão também estar envolvidos no lote de titulares de órgãos de soberania a vacinar já na próxima semana, não se restringindo aos cargos mais altos do país, como o Presidente da República, o presidente da Assembleia da República ou o primeiro-ministro.

"Os presidentes das câmaras municipais são também as autoridades municipais de proteção civil. Isso confere-lhes uma circunstância de essencialidade para a resposta à covid-19 e, naturalmente, isso será tido em consideração. Estão a ser agora feitos os contactos no sentido da identificação exata dos indivíduos para que possam começar a ser identificados esta semana e vacinados no início da semana que vem", acrescentou.

Segundo a ministra da Saúde, a primeira semana de fevereiro vai marcar também o arranque da vacinação das pessoas com mais de 50 anos e pelo menos uma das quatro comorbilidades identificadas -- doença coronária, insuficiência cardíaca, insuficiência renal e doença pulmonar obstrutiva crónica -- como sendo de risco para o internamento em covid-19.

"Este grupo tem um universo de cerca de meio milhão de pessoas, um pouco menos. A sua identificação através dos registos dos centros de saúde, o processo de realização de contacto com as pessoas e da identificação das mesmas através dos serviços privados está preparado para ser iniciado na semana que vem", sentenciou.

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